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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Jesus ensina a Palavra de Deus

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

Veja abaixo das datas algumas informações muito importantes!

Sex, 21 Abril

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Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
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Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
Download do Folheto: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/folheto_povodeus
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:

Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Canção Nova

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:

Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaJosé Raimundo Oliva
Formado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, teólogo pela Escola Dominicana de Teologia de São Paulo, licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia pela Universidade Católica de Pernambuco. Integra um grupo de formação extensiva do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos) de Pernambuco, exercendo assessoria em comunidades e grupos.
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.
Padre Carlos Alberto Contieri, SJPadre Pe. Carlos Alberto Contieri, SJ
Procurador da Congregação Provincial do Brasil Centro-Leste, Diretor do Pateo do Colégio e Embu das Artes; Coordenador da Área do Apostolado Intelectual e Ensino Superior e Membro do Conselho Apostólico da Província.

Liturgia da Sexta-Feira — 21.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTO ANSELMO

Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033. Seu pai queria projetar seu filho na vida da nobreza e sonhava para ele uma carreira promissora. Quando soube do desejo de Anselmo em fazer padre, opõe-se radicalmente. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, fez a vontade do pai até os vinte anos.

Mas na flor da juventude, Anselmo fugiu de casa, para poder se tornar um religioso. Ele queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza.

Viajou pela França até chegar à Normandia, onde se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo ordenou-se e formou-se teólogo. Logo foi eleito abade do mosteiro e professor.

Passou então a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, começou a implantação de uma grande reforma monástica. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no ocidente. Anselmo defendia a capacidade da razão humana para investigar os mistérios divinos. Propôs a prova da existência de Deus: se temos a idéia de um ser perfeito, a perfeição absoluta existe, logo o ser perfeito existe. A essência da redenção acha-se na união do indivíduo com Cristo na eucaristia. E o batismo abre o caminho para essa união.

Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique Primeiro. Mas, tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor.
Anselmo morreu em Cantuária, com setenta e seis anos, em 1109 e foi declarado "Doutor da Igreja" pelo Papa Clemente XI, em 1720.

REFLEXÃO
De Santo Anselmo temos a seguinte afirmação: “Eia, vamos homem! Foge por um pouco às tuas ocupações, esconde-te dos teus pensamentos tumultuados, afasta as tuas graves preocupações e deixa de lado as tuas trabalhosas inquietudes. Busca, por ma momento, a Deus, e descansa um pouco nele. Entra no esconderijo da tua mente, aparta-te de tudo, exceto de Deus e daquilo que pode levar-te a ele, e, fechada a porta, procura-o. Abre a ele todo o teu coração e dize-lhe: "Quero teu rosto; busco com ardor teu rosto, ó Senhor."

ORAÇÃO
"Verdadeiramente, Senhor, é inacessível a luz em que habitas; verdadeiramente ninguém pode penetrar nessa luz e ver-te de modo perfeito ... Peço-te, meu Deus, que te conheça, que te ame, para que encontre em ti meu gozo ... Que minha alma sinta fome dessa felicidade, que meu corpo sinta sede dela, que a deseje todo meu ser, até que chegue a penetrar no gozo do Senhor, ó Deus trino e uno, que é bendito pelos séculos. Amém."

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I, Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos, aleluia! (Sl 77,53)

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que no sacramento pascal restaurastes vossa aliança, reconciliando convosco a humanidade, concedei-nos realizar em nossa vida o mistério que celebramos na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 4,1-12)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

4 1 Enquanto eles falavam ao povo, vieram os sacerdotes, o chefe do templo e os saduceus,
2 contrariados porque ensinavam ao povo e anunciavam, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos.
3 Prenderam-nos e os meteram no cárcere até o outro dia, pois já era tarde.
4 Muitos, porém, dos que tinham ouvido a pregação creram; e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil.
5 No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os chefes do povo, os anciãos, os escribas,
6 com Anás, sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem pontifical.
7 Colocando-os no meio, perguntaram: “Com que poder ou em que nome fizestes isso?”
8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me:
9 se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado,
10 ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós.
11 Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular.
12 Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se a pedra angular.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação;
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!”
Bendito seja, em nome do Senhor,
aquele que em seus átrios vai entrando!
Desta casa do Senhor vos bendizemos
Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)


Evangelho (João 21,1-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 21 1 tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:
2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
3 Disse-lhes Simão Pedro: "Vou pescar". Responderam-lhe eles: "Também nós vamos contigo". Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.
4 Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.
5 Perguntou-lhes Jesus: "Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer?" "Não", responderam-lhe.
6 Disse-lhes ele: "Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis". Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes.
7 Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: "É o Senhor!" Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas.
8 Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados).
9 Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.
10 Disse-lhes Jesus: "Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes".
11 Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.
12 Disse-lhes Jesus: "Vinde, comei". Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: "Quem és tu?", pois bem sabiam que era o Senhor.
13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.
14 Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus de bondade, aperfeiçoai em nós o sublime diálogo simbolizado em nossas oferendas pascais, para que passemos dos afetos terrenos aos desejos do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Disse Jesus aos seus discípulos: Vinde, comei! E tomou o pão e lhes deu, aleluia! (Jo 21,12s)

Depois da Comunhão
Pai celeste, guardai no vosso constante amor aqueles que salvastes, para que, redimidos pela paixão do vosso Filho, gozemos também de sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. AÇÃO PASTORAL SEM QUERÍGMA ACABA EM FRACASSO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A Oitava da Páscoa termina com um alerta que para nós cristãos do mundo de hoje, é atualíssimo: Atividade pastoral sem a experiência do querígma, vai resultar em fracasso!

São Pedro estava louco para começar a fazer as coisas acontecerem, não aguentava mais esperar por Jesus, apesar de duas aparições á comunidade, Pedro achava que agora a coisa era com eles, não podiam mais esperar pelo Mestre e manifestou o seu desejo: Eu vou pescar! E os demais também abraçaram a causa e foram com Pedro.

Primeiro podemos pensar que São Pedro e os demais, haviam "jogado a toalha" e resolveram voltar a vidinha antiga de pescadores, já que o projeto de Jesus de Nazaré deu em nada, mas não é isso...

São Pedro representa muito bem aqueles agentes de pastoral que quase se matam de  tanto trabalhar na comunidade, reuniões, encontros, atividades, mas esquecem de algo essencial, o sentido daquilo que fazem. Desenvolver qualquer ação pastoral sem uma espiritualidade sólida, fundamentada na oração e na meditação da Palavra de Deus, é pedir para "voltar sapateiro" da pescaria. Lidaram a noite inteira e nada pegaram... Alguns trabalhos pastorais não dão resultado, ou quando dão, ele não é bom....Algumas atividades de movimentos nada produzem de positivo para a comunidade, por que será?

Alguns grupos fazem muito, mas também nada agregam á Paróquia, o motivo é um só: fazer por conta própria, usando método humano, deixando Jesus de lado. De manhã Jesus estava na praia, mas eles não o reconheceram, estavam tão desanimados e cansados do trabalho infrutífero, que nem se deram conta de que Jesus estava ali com eles. Jesus quer experimentar a nova comunidade e pergunta se não há nada para servirem a ele, mas a resposta é negativa.

É preciso a gente se perguntar de vez em quando, para que está servindo o nosso trabalho pastoral, ele está ajudando as pessoas a terem mais vida, mais esperança e mais coragem? O que estamos oferecendo ás pessoas? O mesmo em relação aos movimentos, as pessoas estão sendo acolhidas e bem servidas? Quando falta o essencial, isso é, a experiência profunda com Jesus Cristo, sempre ficamos devendo e nada temos para servir, como responderam os discípulos.

Então vem uma ordem de Jesus para jogarem a rede ao lado direito da barca, para que a pesca seja boa. Os discípulos eram ex-pescadores, a hora da pesca é durante a noite, de manhã é hora de recolher as redes e contar os peixes... A pessoa que ali está diante deles não é pescador, ora, que diferença então iria fazer, jogar a rede a direita ou a esquerda, seria mais um trabalho árduo para nada...

Na comunidade ninguém pode se julgar absoluto naquilo que faz, as idéias, opiniões e sugestões têm que ser partilhadas e todas as opiniões são importantes, senão haverá monopólio de um grupo ou de uma pessoa, e isso irá comprometer a comunhão e a partilha.

Os discípulos levam em conta a orientação de Jesus e daí a pesca foi abundante. Quem tem o coração cheio de amor de Deus é sempre o primeiro a identificar a presença de Jesus na ação pastoral levada a bom termo. João anuncia a Boa Nova á Pedro, de que o Senhor está com eles. Pedro cobriu-se, porque estava nú e lançou-se ás águas, tomado pelo espanto e alegria de rever Jesus. Quando tentamos fazer as coisas acontecerem do nosso modo na comunidade, estamos nús, e é preciso nos revestir de Jesus Cristo, só Ele nos dá a dignidade necessária para darmos continuidade á missão pois esse "Barco" chamado Igreja, é Dele, e se o ouvirmos sempre, a pescaria será farta e o resultado  sempre surpreendente...

2. A terceira aparição do Ressuscitado
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Sexta-feira dos Sete discípulos na oitava da Páscoa. Pedro, que negou; Tomé, que não acreditou; Natanael, que rejeitou. Tiago e João e dois outros, que podem ser você e eu. Assim somos sete, a congregação de todos os discípulos de todos os tempos, com Jesus ressuscitado para uma refeição pascal na praia. Os participantes desta refeição chamam a atenção do leitor. Nas listas dos Apóstolos, Pedro, Tomé e Natanael nunca estão juntos. Hoje são convidados de honra daquele que eles negaram de alguma maneira. Tiago e João encabeçam as listas e são aqui mencionados como filhos de Zebedeu.

3. A REFEIÇÃO COM O RESSUSCITADO4
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O texto evangélico alude a dois níveis de comunhão na vida dos discípulos: entre si e com o Ressuscitado. Isto perfaz uma experiência característica do discipulado cristão.

A comunhão dos discípulos entre si expressa-se na disposição a trabalharem juntos. Quando Pedro revela sua decisão de ir pescar, imediatamente outros seis companheiros dispõem-se a ir com ele. Embora a pescaria tenha sido infrutífera, o simples fato de estarem pescando juntos já era significativo. Cada qual poderia ir pescar sozinho, pensando em si mesmo e no lucro que obteria com a pesca. A disposição de partilharem o trabalho dava à pescaria uma nova dimensão.

A comunhão com o Ressuscitado expressa-se no convite para a refeição. Primeiramente, Jesus pede aos sete pescadores algo para comer. Uma vez que nada tinham pescado, ordena-lhes que lancem novamente a rede, à direita da barca. Resultado: recolhem-na abarrotada de enormes peixes. Entretanto, quando atingem a margem do lago, deparam-se com uma surpresa: a refeição preparada pelo próprio Mestre! Este lhes oferece peixe assado e pão, como gesto de bondosa solicitude, saciando-lhes a fome, após uma noite inteira de fadiga e de trabalho inútil.

A comunhão com o Senhor dava consistência à comunhão dos discípulos entre si. Caso contrário, não passariam de um grupo de amigos, sem maiores compromissos. A presença do Senhor fazia frutificar o esforço da comunidade de atrair para a fé muitas outras pessoas. Isto é o que simboliza a rede repleta com 153 grandes peixes.

Oração
Pai, que a presença do Ressuscitado reforce a comunhão com meus irmãos e minhas irmãs de fé, a fim de podermos atrair para ele muitas outras pessoas de boa vontade.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 22.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
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— SÃO CAIO

Papa Caio nasceu na Dalmácia, de família cristã da nobreza romana, parente distante do Imperador Diocleciano. Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de trégua nas perseguições.

Antes de sua eleição, o Papa Caio transformou sua casa em igreja. Lá, ouviam os aflitos, os pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministrados os sacramentos do batismo e do casamento.

O grande contratempo enfrentado pelo Papa Caio se deu no âmbito interno do próprio clero, devido a crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão entre os devotos cristãos.

Nós sabemos, pelos escritos da Igreja, que apesar do seu parentesco com o imperador, o Papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora. A ira do soberano mandou matar todos os cristãos, começando pelo seu parente Caio.

Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio. As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calixto. Depois foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma.

REFLEXÃO
Hoje mais uma vez fazemos memória de um pastor da Igreja que soube dedicar-se à missão de fazer o Cristo conhecido e amado. São Caio foi um homem do seu tempo, alegre e lutador. Sua posição na cátedra de Pedro não lhe tirou sua humildade e caridade com os mais pequenos. Voltemos hoje nossas orações para os líderes de nossas comunidades, pedindo que Deus os cumule de sabedoria e simplicidade, para que a Igreja seja marcada pelo profundo respeito entre os homens e mulheres.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Caio governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


OITAVA DA PÁSCOA
( Branco, Glória, Prefácio da Páscoa I, Ofício Próprio )

Antífona de Entrada
O Senhor fez o seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia! (Sl 104,43)

Oração do dia
Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos que crêem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e dai aos que renasceram pelo batismo a veste da imortalidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 4,13-21)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 4 13 vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus.
14 Mas vendo com eles o homem que tinha sido curado, não puderam replicar.
15 Mandaram que se retirassem da sala do conselho, e conferenciaram entre si:
16 "Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar.
17 Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse nome".
18 Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.
19 Responderam-lhes Pedro e João: "Julgai-o vós mesmos se é justo diante de Deus obedecermos a vós mais do que a Deus.
20 Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido".
21 Eles então, ameaçando-os de novo, soltaram-nos, não achando pretexto para os castigar por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
ressoem pelas tendas dos fiéis.

A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou,
a mão direita do Senhor fez maravilhas!”
O Senhor severamente me provou,
mas não me abandonou às mãos da morte.

Abri-me vós, abri-me as portas da justiça;
quero entrar para dar graças ao Senhor!
“Sim, esta é a porta do Senhor,
por ela só os justos entrarão!”
Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes,
e vos tornastes para mim o salvador!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)


Evangelho (Marcos 16,9-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

16 9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.
10 Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos.
11 Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar.
12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo.
13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram.
14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Todos vós que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo, aleluia! (GL 3,27)

Depois da Comunhão
Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Anúncio e Testemunho pessoal...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Claro que a propaganda é a alma do negócio, o pessoal da área de marketing defende essa idéia de com unhas e dentes e não estão errados. Mas há também uma propaganda eficiente e que dizem ser tiro e queda, é aquela passada de boca em boca "Não comprei tal produto porque vi na TV, mas porque meu vizinho comprou e disse que é bom"

Jesus poderia fazer um grande estardalhaço em sua volta, aparecer no Palácio dos poderosos, aparecer no meio do Conselho do Sinédrio, para desafiá-los e convocar uma mega concentração em Jerusalém para comunicar oficialmente que ele estava Vivo e que agora iria dar as cartas, humilhando os que conspiraram contra ele e tramaram sua morte. Os marqueteiros de plantão até lamentam "Ah se eu estivesse lá para preparar a volta de Jesus em grande estilo!"

Não que Jesus e seu evangelho não precisem de divulgação, precisa sim, mas o cristianismo não pode ser feito de "oba-oba". Por isso Jesus descarta sua volta em uma Glória Messiânica, como os Judeus esperavam, e prefere a comunicação boca a boca, apareceu primeiro a Maria Madalena, diz o evangelho, que já tinha experimentado á sua Força Libertadora, esta mulher vai correndo anunciar aos irmãos da comunidade, que ainda estavam guardando o luto e chorando de tristeza, marcados pela aflição, mas eles não acreditaram no anúncio e no testemunho da mulher, talvez porque não podiam admitir a idéia de que Jesus não viesse direto a eles, mas primeiro aparecesse a uma mulher... Era inconcebível.

Mais tarde Jesus apareceu a dois discípulos que iam para Emaús e estes foram anunciá-lo aos demais, mas quem diz que os discípulos acreditaram?... Talvez estivessem excessivamente preocupados sobre que rumo iriam tomar, o que deveriam fazer, Jesus lhes havia dito apenas para propagarem o evangelho e batizar as pessoas, nada mais. Madalena e os dois discípulos, que haviam feito essa experiência estavam fazendo exatamente o que o Mestre havia mandado. Talvez estivessem fazendo alguma reunião de planejamento pastoral, as vêzes fazemos uma reunião, para preparar outra reunião...

Os discípulos, tanto como os agentes pastorais de nossos tempos, queriam FAZER. Então durante uma refeição quando estavam é mesa Jesus apareceu aos onze e deu uma "dura" por não terem acreditado no anúncio e no Testemunho que haviam presenciado. E para que não houvessem mais dúvidas sobre a missão primária da Igreja, repetiu-lhes o que já lhes havia falado "Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura"

Que a Igreja precisa ter uma organização em sua estrutura e nos trabalhos pastorais, isso não resta a menor dúvida, mas não podemos nos acomodar e deixar que tantos trabalhos e compromissos, acabem sendo mais importantes do que o anúncio e o testemunho pessoal, senão estaremos priorizando o que não é essencial, e o pior, os nossos trabalhos pastorais, tantos encontros e reuniões não passarão de um grande "oba-oba", que não terá nenhuma serventia... Muita propaganda sobre o que fazemos, quem somos na comunidade, a importância daquilo que fazemos. Quando a Jesus e seu evangelho, quando dá tempo a gente se lembra e até fala um pouco dele. "E com licença que agora tenho uma reunião importante..."

2. Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Sábado na oitava da Páscoa. Testemunho do redator final do Evangelho de Marcos, que acrescentou estes versículos com uma síntese das aparições, uma crítica feita por Jesus e o envio em missão. Jesus apareceu a Maria Madalena, aos dois discípulos de Emaús e aos Onze que tomavam juntos uma refeição. Enquanto não viram, os Onze tiveram dificuldade em acreditar no relato dos que tinham visto. Jesus os censura pela falta de fé e pela dureza de coração, mas os envia em missão. “Vão e anunciem a Boa-Nova a todo mundo no mundo inteiro.” Os autores sagrados usam o verbo “ver” quando falam de Cristo Ressuscitado. Aqui e no fim do Quarto Evangelho é empregado o verbo “aparecer”, usado normalmente nos relatos antes da morte de Cristo. As passagens com o verbo “aparecer” foram acrescentadas ao texto já pronto. Na verdade, se Jesus aparece, precisa ser visto, mesmo quando aparece oculto nos irmãos e irmãs. Jesus, o Verbo encarnado, é visto nos homens e nas mulheres que conosco vivem, e assim a visão não é ilusória.

3. A INCREDULIDADE PERSISTENTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A Ressurreição fora uma novidade tão grande na vida dos discípulos, que não foi fácil deixar-se convencer por ela. A incredulidade persistia, apesar dos variados testemunhos de encontro com o Senhor.

Maria Madalena viu o Ressuscitado e deu testemunho diante dos discípulos. Entretanto, o preconceito contra o testemunho de uma mulher não permitira que acreditassem em sua palavra. Preferiram permanecer imersos na tristeza e no pranto a acreditar numa palavra que poderia ter-lhes transformado a vida.

A desconfiança atingiu, também, dois outros discípulos que viram o Senhor, quando se dirigiam para o campo. Depois de tê-lo reconhecido, correram para comunicar aos demais que o Senhor estava vivo. Mas suas palavras não foram acolhidas. Uma vez mais, a comunidade optou por fechar-se à realidade da Ressurreição.

Por fim, o Ressuscitado em pessoa apareceu ao grupo de discípulos para censurar-lhes a incredulidade e a dureza de coração. Esta os imobilizava, impedindo-os de levar adiante a missão que lhes fora confiada. Depois censura, seguiu-se a ordem de dar início, imediatamente, à missão de anunciar o Evangelho ao mundo inteiro. Com uma tarefa tão grande pela frente, não convinha deixar-se levar pela tristeza. Era hora de proclamar a Ressurreição de Jesus e convocar toda a humanidade a viver o Evangelho anunciado por ele.

Oração
Senhor Jesus, tira do meu coração o medo e a tristeza que me impedem de anunciar, com coragem, tua Ressurreição.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 23.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO JORGE

Em torno do século terceiro, quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

O Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus.

Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina. É local de peregrinação, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das Cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Diz a lenda que São Jorge derrotou um pavoroso dragão, usando para isso sua fé em Jesus Cristo.

São Jorge virou um símbolo de força e fé. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica. A festa acontece no dia 23 de abril tanto no Ocidente como no Oriente.

REFLEXÃO
Na tradição popular a figura de São Jorge tem lugar garantido. Protetor fiel e corajoso do povo devoto, está presente em forma de imagens e quadros na maioria das casas católicas. São Jorge, apesar das confusões religiosas, que o levam sobretudo às religiões afro-brasileiras, é um santo católico, com, festa litúrgica oficializada e celebrada com fervor no oriente e no ocidente. Sua fama de guerreiro faz dele um santo invocado em situações limites e consideradas impossíveis.

ORAÇÃO
Deus Todo-poderoso, vós nos protegeis pelos méritos e bênçãos de São Jorge. Fazei que este grande mártir, com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, esclareça a nossa inteligência, ilumine os nossos caminhos e fortaleça o nosso ânimo nas lutas da vida. Que ele nos alcance de vós a firmeza diante da vossa vontade contra as ciladas do mal. E assim, vencendo como São Jorge venceu, possamos triunfar convosco no céu, e participar das eternas alegrias. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


23.04.2017
2º DOMINGO DE PÁSCOA — ANO A
( Branco, Glória, Creio, Prefácio da Páscoa I, II Semana do Saltério )
__ "A fé na ressureição é motivo de alegria!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Gostamos de ter provas palpáveis para acreditar. Mas, para que ainda acreditar, quando se tem provas palpáveis? E que certeza nos dão as pretensas provas? Nossa fé não vem de provas imediatas, mas da fé das “testemunhas designadas por Deus”, principalmente dos apóstolos, que foram as testemunhas da ressurreição de Jesus. Eles puderam ver o ressuscitado e, por isso, acreditaram. Por isso, a fé dos apóstolos, exige de nós que creiamos em seu testemunho sobre Jesus morto e ressuscitado, ou seja, que adiramos à mesma fé. E exige também que pratiquemos a vida de comunhão fraterna na comunidade eclesial, que brotou de sua pregação.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o anúncio da Páscoa do Senhor ainda ressoa em nossos corações. Deus mostrou sua infinita misericórdia quando, pela morte e ressurreição de seu Filho, devolveu-nos a esperança da Vida Eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que Ele entrou onde estavam reunidos os discípulos para lhes oferecer o dom da paz. Acolhamos o Senhor que nos reuniu, para novamente nos oferecer esse dom, e nos disponhamos a ser testemunhas de sua misericórdia no mundo e construtores da paz.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O evangelho apresenta a aparição de Jesus ressuscitado num quadro "litúrgico". Os discípulos estão reunidos, no domingo à noite (dia da ressurreição) e novamente oito dias depois. Jesus apresenta-se com os sinais gloriosos da paixão; transmite-lhes, com seu Espírito, os dons pascais resumidos na paz, na reconciliação; confirma-lhes a fé e anuncia a bem-aventurança dos que creram sem tê-lo visto.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, da Caridade, do Jejum e da Oração, preparemo-nos para a Páscoa do Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/23-de-abril-de-2017---Segundo-Domingo-da-Pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_30_2o_domingo_da_pascoa.pdf


Antífona de Entrada
Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia! (1Pd 2,2)

Oração do dia
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A fé na ressurreição de Jesus é condição necessária para que a nossa comunidade torne-se fraterna e viva a partilha da vida e do pão. Da fé nasce uma fonte da alegria e de esperança viva no coração de quem crê. Por causa da fé que não exige provas do ver e do tocar, Jesus nos chama de bem-aventurados. O Senhor Ressuscitado vem agora ao nosso encontro com sua Palavra. Por ela, somos reconduzidos ao caminho da fé. Reconheçamos o Senhor que agora nos vem falar. Escutemo-lo.

Primeira Leitura (Atos 2,42-47)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

2 42 Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações.
43 De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.
44 Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.
45 Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um.
46 Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 117/118

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”

A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Segunda Leitura (1 Pedro 1,3-9)
Leitura da primeira carta de são Pedro.

1 3 Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança,
4 para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus;
5 para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos.
6 É isto o que constitui a vossa alegria, apesar das aflições passageiras a vos serem causadas ainda por diversas provações,
7 para que a prova a que é submetida a vossa fé (mais preciosa que o ouro perecível, o qual, entretanto, não deixamos de provar ao fogo) redunde para vosso louvor, para vossa honra e para vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar.
8 Este Jesus vós o amais, sem o terdes visto; credes nele, sem o verdes ainda, e isto é para vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa,
9 porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20,29).


Evangelho (João 20,19-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"!
20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós".
22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"!
26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"!
27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé".
28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"
29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!"
30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo (e dos que renasceram nesta Páscoa), para que, renovados pela profissão de fé e pelo batismo, consigamos a eterna felicidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Estende a tua mão, toca o lugar dos cravos e não sejas incrédulo, mas fiel, aleluia! (Jo 20,27)

Depois da Comunhão
Concedei, ó Deus onipotente, que conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

MISERICÓRDIA DIVINA: FONTE DE LUZ AUTÊNTICA

[...] A paz é um dom de Deus. O próprio Criador escreveu no coração dos homens a lei do respeito pela vida. [...]. Quando em toda a parte predomina a lógica cruel das armas, somente Deus pode voltar a orientar os corações para os pensamentos de paz. […]

A liturgia de hoje convida-nos a encontrar na Misericórdia divina a fonte da paz autêntica, que Cristo ressuscitado nos oferece. As chagas do Senhor ressuscitado e glorioso constituem o sinal permanente do amor misericordioso de Deus pela humanidade. Delas sai uma luz espiritual que ilumina as consciências e infunde conforto e esperança nos corações.

Jesus, confio em ti! Repitamo-lo neste momento complexo e difícil, conscientes de que temos necessidade desta Misericórdia divina que, há mais de meio século, o Senhor manifestou com tanto amor a Santa Faustina Kowalska. Quando as provações e as dificuldades são mais ásperas, torne-se mais insistente a invocação do Senhor ressuscitado, mais premente a imploração do dom do seu Espírito Santo, manancial de amor e de paz. […]

São João Paulo II
Regina Caeli | Domingo da Divina Misericórdia
7 de abril de 2002

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 24 A 30 DE ABRIL DE 2017:
2ª Br - At 4,23-31; Sl 2; Jo 3,1-8;
3ª Br - 1 Pd 5,5b-14; Sl 88(89); Mc 16,15-20;
4ª Br - At 5,17-26; Sl 33 (34); Jo,3 16-21;
5ª Br - At 5, 27-33; Sl 33(34); Jo 3,31-36;
6ª Br - At 5,34-42; Sl 26(27); Jo 6,1-15;
Sb Br - At 6, 1-7; Sl 32(33) Jo 6,16-21;
Dom Br - 2º DOM Páscoa: At 2,14.22-33; Sl 15 (16); 1Pd 1,17-21; Lc 24,13-35. (Discípulos de Emaús)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Provavelmente um dos maiores equívocos que alguns cristãos cometem nos dias de hoje, é o de ausentar-se das celebrações dominicais por verem nelas a repetição monótona de um rito que já sabem de cor e salteado. Uma partida de futebol também nunca sai da mesmice, em todo jogo nada muda, mas vá dizer a um torcedor que o futebol é monótono e cansativo..., imediatamente ele irá afirmar que cada partida é uma história e uma emoção diferente, indescritível. O mesmo se diga de uma peça de teatro que se vê mais de uma vez, ou de um bom livro, eu mesmo perdi a conta de quantas vezes li “Éramos Seis...”, em cada leitura há algo de novo nos personagens ou no enredo, nunca é a mesma coisa. Então por que alguns cristãos acham a celebração tão chata e repetitiva?

Naqueles primeiros tempos do cristianismo, a pessoa de Jesus, seus ensinamentos e sua história ainda estava muito viva no coração dos seus seguidores, os apóstolos. Eles falavam com entusiasmo de Jesus, não como um herói nacional a ser reverenciado, mas como alguém presente, que caminha com a comunidade tomada pelo seu Espírito que a anima e lhe faz sentir esta vida nova que ele deu a todos.

Muita gente não entendia, admiravam Jesus, falavam muito dele, mas como alguém que foi um exemplo, um idealista, um líder nato, um grande profeta, um mestre sem igual em Israel, há até mesmo uma corrente de teólogos que reduzem a ressurreição a uma lembrança muito forte de Jesus no coração das pessoas que o conheceram e que o amaram profundamente, perpetuando sua memória entre eles nos encontros da comunidade. A verdade é que, a vida em comunidade só é possível quando a gente faz uma experiência pessoal com Jesus Cristo, quando o seu anúncio toca no fundo do coração e começamos a senti-lo a cada instante de nossa vida, quando o seu evangelho nos encanta e supera qualquer ideologia de felicidade que este mundo possa nos oferecer, quando descobrimos que ele nos conhece profundamente, e tem por nós um amor imenso, grandioso, que não hesita em dar-nos a própria vida. Quando percebemos que a salvação por ele oferecida não é algo misterioso, que só iremos ter após a nossa morte, mas que nessa vida a sentimos nas profundezas do nosso ser, quando conseguimos harmonizar todas as nossas virtudes e carismas, com o projeto que o Filho de Deus inaugurou em nosso meio.

Então o nosso coração quer estar junto de outros irmãos e irmãs, que fizeram essa mesma descoberta, para comemorar e celebrar essa presença misteriosa do Senhor em nossa vida, que se torna mais forte na vida de igreja. Para Tomé não faltou este testemunho dos seus irmãos apóstolos “Vimos o Senhor!”, não se trata apenas de um VER com os olhos, mas de um sentir com o coração, capaz de perceber nas marcas da paixão a evidência mais forte de um amor sem medida pelos seus.

A comunidade recebe o dom da Paz, nascida da vitória definitiva sobre as forças do mal, o discípulo que recebeu a Paz do Senhor, não pode nunca colocar em dúvida, em sua vida e na vida do mundo, o triunfo do Bem supremo sobre o mal, viver nessa paz, longe de permanecer de braços cruzados, é antes ir à luta pelo reino em que se crê, na certeza de que ele um dia se tornará visível em toda sua plenitude. Comunidade, portanto, é lugar de se receber o sopro de vida e renovação em cada momento celebrativo, é lugar onde a gente se reveste desse Espírito Santo, lugar onde somos recriados, restaurados, tornando-nos novas criaturas em Cristo.

Para se fazer essa experiência profunda, não é necessário uma celebração especial, deste ou daquele grupo, nem tão pouco um padrão “X” ou “Y” de espiritualidade, nem precisa identificar-se como conservador ou progressista, adeptos desta ou daquela eclesiologia, nem é preciso buscar revelações espetaculares, e ser agraciado com grandioso milagre, também não precisa tornar-se um místico, nem um alienado das realidades que nos cercam, é preciso apenas ser testemunha do amor, vivido e celebrado não de maneira egoísta, mas com os irmãos e irmãs da comunidade, em torno da Eucaristia, amor que nos alimenta.

Diante do testemunho recebido, Tomé limita-se no VER de enxergar, com os olhos da carne, para ele, naquele momento, e também para muitos nos dias de hoje, a celebração tem que ser um “arraso”, um show inesquecível, onde os ministros, como grandes estrelas, conseguem nos fazer VER Jesus, tem que valer o ingresso e o esforço de estar lá, é a celebração como espetáculo, mexendo com razão de ser, e com o emocional.

A Fé no Senhor ressuscitado que caminha com a sua igreja, não precisa de sinais ou provas, Cristo Jesus não precisa provar mais nada, nós é que precisamos provar a nossa fé, aceitando viver e celebrar em uma comunidade, onde nada ocorre de excepcional, mas onde cada encontro é diferente, porque fazemos essa experiência do Cristo vivo, que caminha conosco, podemos vê-lo e tocá-lo nos sacramentos, podemos ouvi-lo, e de fato o ouvimos na santa palavra, podemos percebê-lo na vida dos irmãos, razão pela qual não cansamos de repetir com a alma em júbilo, a cada saudação de quem preside “Ele está no meio de nós!”. Se tivermos convicção desta afirmativa, o nosso testemunho será tão vivo e autêntico como o dos apóstolos, e o nosso coração baterá mais forte cada vez que chegar o DOMINGO, dia do Senhor.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. A paz esteja convosco
(O comentário do Evangelho aEste é o meu filho amado, escutai-o!baixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus está vivo, ressuscitado e permite que o vejam. No dia da ressurreição os discípulos viram o túmulo vazio para que não procurassem entre os mortos aquele que está vivo. Hoje, na sua divina misericórdia, ele permite que Tomé o veja, toque nas suas chagas, professe a sua fé. Os apóstolos contaram a Tomé que tinham visto Jesus. Tomé não acreditou. Como acreditar?

Eles viram a morte de Jesus e seu sepultamento. Acreditavam na ressurreição, mas no último dia, e não sabiam bem nem o que era ressurreição nem o que seria o último dia. Jesus se deixa ver no primeiro dia da semana, que é o domingo. Tinham visto Jesus no domingo anterior. No domingo seguinte, Tomé pôde vê-lo e dizer: “Meu Senhor e meu Deus”. Na primeira vez, Tomé estava ausente. Hoje, ele está com os outros. Nós também não percamos o encontro com os irmãos no domingo e vejamos Jesus na Eucaristia. Da Mesa Eucarística veremos o mundo. Nossos olhos se abrirão e, vendo os irmãos, veremos Jesus, sobretudo nos menos vistos e nos mais esquecidos. Com Tomé, olhe para Jesus e olhe para quem ele olha.

A fé no Cristo Ressuscitado purificou e abriu os olhos dos nossos primeiros irmãos no início da Igreja e eles viram com amor e carinho seus irmãos e suas irmãs. A grande preocupação da comunidade era que não houvesse necessitados entre eles. Partilhavam o que tinham como partiam o Pão consagrado da Páscoa do Senhor. São Pedro nos anima quando escreve na sua primeira carta que, sem ter visto o Senhor, nós o amamos e, ainda sem o ver, nele acreditamos. Isto é fonte de alegria, porque vamos obter aquilo em que acreditamos, a nossa salvação. 

A Igreja nos ensina que nos salvamos participando do mistério pascal de Cristo nos sacramentos. E os que não participam dos sacramentos podem entrar no mistério pascal de Cristo por um caminho que só Deus conhece. Todos, porém, mostram que estão de fato inseridos no mistério de Cristo pela misericórdia que demonstram uns para com os outros. Misericórdia foi o que Jesus mostrou para com Tomé, por isso este domingo é o domingo da divina Misericórdia.

3. É PRECISO TER FÉ
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O apóstolo Tomé tornou-se símbolo da comunidade que questiona a Ressurreição de Jesus e exige prova para poder aceitá-la. Ele não aceitou o testemunho da comunidade, para quem Jesus havia aparecido e comunicado o dom do seu Espírito. O apóstolo condicionava sua fé à visão das chagas nas mãos de Jesus e ao tocar na ferida produzida pela lança. Este materialismo crasso o impedia de aderir ao Senhor pela fé.

Jesus proclamou ser feliz quem fosse capaz de chegar ao ato de fé, sem mesmo tê-lo visto. Ou seja, crer pelo testemunho da comunidade. Se a fé em Jesus dependesse de tê-lo visto, na terra, só um grupo privilegiado de discípulos num determinado contexto histórico e geográfico, teria acesso à fé. Uma vez que isto não é necessário, qualquer pessoa, em qualquer tempo ou lugar, pode chegar à fé, tal como a comunidade primitiva. Por conseguinte, a fé no Ressuscitado dá-se pelo testemunho da comunidade e se propaga pela tradição, que vai abarcando o mundo inteiro.

O Ressuscitado já não está limitado a um tempo ou a um lugar específico. Ele pode sempre ser encontrado e acolhido, por quem nele deposita sua fé. Certas exigências inconvenientes, como a de Tomé, podem inviabilizar o processo da fé e impedir um encontro libertador com o Senhor.

Oração
Senhor Jesus, dá-me um coração simples que saiba acolher o testemunho da Ressurreição que me chega pelo testemunho de meus irmãos na fé.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 24.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SÃO FIDELIS DE SIGMARINGEN

Nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringa, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos. Era particularmente aberto à amizade, amante do belo e da música, hábil no movimento dos dedos sobre vários instrumentos musicais.

Estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado, em 1601. Recebeu o apelido de "advogado dos pobres", porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar.

Aos trinta e quatro anos abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidélis. Cuidava com coragem e caridade daqueles das pessoas atingidas pela peste. Escreveu muito e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana.

Enviado à Suíça para apaziguar as tensões entre católicos e protestantes, foi acusado de espionagem e morto que após celebrar a Missa. Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem”.

REFLEXÃO
São Fidélis, advogado sábio e justo, converteu-se no defensor da causa do Evangelho de Jesus. Encontrando refúgio seguro na vida religiosa, nosso santo dedicou sua vida para auxiliar os mais abandonados. Nunca soube o que era o desânimo e mesmo diante da morte, rezou pelos seus inimigos. Peçamos hoje, ao Espírito Santo, que nos conceda os dons da sabedoria e da justiça.

ORAÇÃO
Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


II SEMANA DA PÁSCOA
( Branco, Ofício da memória )

Antífona de Entrada
Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rm 6,9)

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 4,23-31)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

4 23 Naqueles dias, postos em liberdade, voltaram aos seus irmãos e referiram tudo quanto lhes tinham dito os sumos sacerdotes e os anciãos.
24 Ao ouvirem isso, levantaram unânimes a voz a Deus e disseram: "Senhor, vós que fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.
25 Vós que, pelo Espírito Santo, pela boca de nosso pai Davi, vosso servo, dissestes: ‘Por que se agitam as nações, e imaginam os povos coisas vãs?
26 Levantam-se os reis da terra, e os príncipes se reúnem em conselho contra o Senhor e contra o seu Cristo.’
27 Pois na verdade se uniram nesta cidade contra o vosso santo servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel,
28 para executarem o que a vossa mão e o vosso conselho predeterminaram que se fizesse.
29 Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra.
30 Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!"
31 Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a palavra de Deus.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 2

Felizes hão de ser todos aqueles
que põem sua esperança no Senhor.

Por que os povos agitados se revoltam?
Por que tramam as nações projetos vãos?
Por que os reis de toda a terra se reúnem,
e conspiram os governos todos juntos
contra o Deus onipotente e seu ungido?
“Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles,
“e lançar longe de nós o seu domínio!”

Ri-se deles o que mora lá nos céus;
zomba deles o Senhor onipotente.
Ele, então, em sua ira os ameaça
e em seu furor faz tremer, quando lhes diz:
“Fui eu mesmo que escolhi este meu rei
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”

O decreto do Senhor promulgarei,
foi assim que me falou o Senhor Deus:
“Tu és meu filho, e eu hoje te gerei!
Podes pedir-me, e em resposta eu te darei,
por tua herança, os povos todos e as nações,
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
Com cetro férreo haverás de dominá-los
e quebrá-los como um vaso de argila!”

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Se com cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai (Cl 3,1).


EVANGELHO (João 3,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

3 1 Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: "Rabi, sabemos que és um Mestre vindo de Deus. Ninguém pode fazer esses milagres que fazes, se Deus não estiver com ele".
3 Jesus replicou-lhe: "Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus".
4 Nicodemos perguntou-lhe: "Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?"
5 Respondeu Jesus: "Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.
6 O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de que eu te tenha dito: ´Necessário vos é nascer de novo´.
8 O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa. Vós, que sois a causa de tão grande júbilo, concedei-lhe também a eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Jesus se pôs entre os discípulos e lhes disse: A paz esteja convosco, aleluia! (Jo 20,19)

Depois da Comunhão
Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SÃO FIDÉLIS DE SIGMARINGA
( Vermelho, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Ó Deus, que destes a palma do martírio a são Fidélis, quando, abrasado de amor, propagava a fé verdadeira, concedei, por sua intercessão, que, enraizados na caridade, confiemos também na força da ressurreição de Cristo. Que vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Deus de majestade, nós vos suplicamos que estas oferendas em honra de vossos santos, manifestando a glória do vosso poder, nos tragam os frutos da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Alimentados, ó Pai, à vossa mesa, fazei que, seguindo o exemplo de são Fidélis, celebremos com amor o vosso culto e sirvamos a todos com incansável caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO FIDÉLIS DE SIGMARINGA)

Ele nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringen, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos Reyd. Na Universidade de Friburgo, na Suíça, estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado em 1601. Durante alguns anos, exerceu a profissão de advogado em Colmar, na Alsácia, recebendo o apelido de "advogado dos pobres", porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar. Até os trinta e quatro anos, não tinha ainda encontrado seu caminho definitivo, até que, em 1612, abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos de Friburgo, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidelis. Escreveu muito, e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana. Como era intelectual atuante, acabou assumindo missões importantes em favor da Igreja e, a mando pessoal do papa Gregório XV, foi enviado à Suíça, a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem a serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu após uma missa em Grusch, na qual pronunciara um fervoroso sermão pela disciplina e obediência dos cristãos à Santa Sé. Em suas anotações, foi encontrado um bilhete escrito dez dias antes de sua morte, dizendo que sabia que seria assassinado, mas que morreria com alegria por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando foi ferido, por um golpe de espada, pelos inimigos, pôs-se de joelhos, perdoou os seus assassinos e, rezando, abençoou a todos antes de morrer, no dia 24 de abril de 1622. O papa Bento XIV canonizou são Fidelis de Sigmaringen em 1724.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Nicodemos entrou na Catequese para adultos, período noturno.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Gosto de Nicodemos, pois ele era um homem de grande importância entre os Judeus, pessoa da mais alta reputação, que representava toda a tradição de Israel. Sentiu-se atraído por Jesus, ouvia falar de seus milagres, de suas palavras e ensinamentos e começou a admirá-lo, quis entrar na catequese para aprender mais e foi á noite, porque receava ser descoberto pelos irmãos do Judaísmo, afinal tinha um nome a zelar...

Está certo que só isso já é razão para criticá-lo e dizer que hoje em dia tem muitos cristãos como ele, que têm medo e vergonha de professar a sua Fé. Mas temos que olhar o outro lado da questão, com medo ou não, Nicodemos começou naquela noite a abrir a sua vida e o seu coração para que Jesus entrasse.

Começou a aula dizendo que sabia quem era Jesus mas demonstrava claramente o desejo de saber ainda mais, olha que bonita confissão de Fé "Rabi sabemos que és um Mestre vindo de Deus, pois ninguém pode fazer esses milagres que fazes se Deus não estiver com ele". Jesus como um bom catequista aproveita o entusiasmo e a abertura do novo catequizando e aprofunda a lição explicando que quem quiser entrar no Reino de Deus precisa nascer de novo...

Nicodemos era um aluno novo, recém, iniciado na Fé e não compreendendo o ensinamento não teve vergonha de colocar a sua dúvida. A verdadeira catequese é sempre dialogante, e quer levar o catequizando a fazer uma experiência profunda com Jesus. E Jesus retoma pacientemente a lição afirmando que se trata de um nascimento espiritual e não carnal, trata-se de uma Vida Nova que vem com o Batismo, dado pelo Espírito Santo que é a Força de Deus e portanto, não dá para se manipular. Vem e vai, sopra onde quer, como vento, e o homem sente a sua ação mas não consegue detê-lo ou controlá-lo. A inciativa é totalmente de Deus.

Jesus na verdade está dizendo que, aquele que se abre á graça de Deus, permite que nele tenha início o processo de algo novo que ninguém conseguirá impedir que aconteça. Nicodemos tinha tudo para ser como os outros e odiar a Jesus de Nazaré rejeitando sua pessoa, seu ensinamento e suas obras para condená-lo á morte, entretanto, naquela noite na primeira aula de catequese algo mudou dentro dele.

Vamos encontrá-lo no enterro de Jesus, junto com José de Arimatéia, agora na qualidade de discípulo porque, mantendo a abertura para a Graça de Deus dada em Jesus, ele encontrara finalmente a Verdade e ela o libertou... Mas este processo não foi da noite para o dia, Nicodemos foi um bom catequizando...

2. Como pode alguém nascer, se já é velho?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Terminada a Oitava da Páscoa com o testemunho dos quatro evangelistas, nós nos sentamos agora com o apóstolo São João, o teólogo, para ouvir Jesus que nos fala na plenitude da glória da Páscoa. A leitura é litúrgica, feita à luz do resplendor da ressurreição. Conosco está Nicodemos, que chega à noite e dá início ao diálogo. É preciso nascer de novo, é preciso nascer do alto para poder entrar no Reino, é o teor da conversa. Não basta o nascimento carnal. Falta o nascimento do Espírito. Nascemos uma vez de nossos pais e na Pia Batismal nascemos de novo no Espírito. O Espírito é como o vento, que não se prende e não se pega, que vem e vai e sopra onde quer. Assim é quem nasce do Espírito, quem nasce do Vento. Não se deixa pegar, não se deixa prender, é livre, mas se deixa sentir. Somos adoradores em Espírito e Verdade.

3. O NOVO NASCIMENTO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Nicodemos representa o tipo de discípulo que quer chegar à fé em Jesus, sem abrir mãos dos próprios esquemas mentais. A fé no Ressuscitado, nestas circunstâncias, exige um nascer de novo pela força do Espírito de Deus. O novo nascimento supõe colocar-se diante de Jesus, com a inocência de uma criança, deixando-se guiar por ele. Significa ter um coração generoso para receber suas palavras, sem exigir grandes explicações, nem tampouco alterar-lhe o sentido. É predispor-se a adequar a própria vida ao projeto de Jesus, deixando-se transformar por ele, numa nova criatura. É deixar o Espírito do Senhor agir com total liberdade sobre todos os âmbitos da própria existência, sem excluir nenhum espaço. É permitir que a dinâmica da Ressurreição perpasse as estruturas do próprio ser, de modo a banir todo pecado e egoísmo.

Esta dinâmica de renascimento não depende da idade cronológica. Uma pessoa, embora sendo idosa, pode colocar-se neste processo de renascer. Aliás, cada cristão, ao proclamar sua fé em Jesus, deve estar predisposto a passar pelo novo nascimento. A profundidade do ato de fé manifesta-se mediante sinais indicadores de que algo de novo está acontecendo na vida do cristão. Caso contrário, tudo não passará de pura ilusão.

Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a nascer de novo, deixando que a dinâmica da Ressurreição tome conta de toda a minha vida.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 25.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SÃO MARCOS EVANGELISTA

Marcos era judeu, da tribo de Levi, era filho de Maria de Jerusalém. Segundo os historiadores teria sido batizado pelo próprio São Pedro e fazia parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino viu sua casa se tornar um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Segundo a tradição, foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, onde instituiu a Eucaristia e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após Sua Ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou então a preparar o Evangelho. Escreveu o Evangelho por volta dos anos sessenta, sendo esse o mais antigo dos quatro. Em Roma prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão.

São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, viajou para pregar em Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava a missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro.

O evangelista é representado com um leão aos seus pés.

REFLEXÃO
São Marcos, que na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, evangelizou pela ação do Espírito muitas comunidades. Marcos é conhecido por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, e por ter escrito o primeiro dos evangelhos. Louvemos a Deus pela vida deste grande santo, que nos garantiu a perpétua memória de nosso Salvador Jesus Cristo. Convido você a abrir sua bíblia e encontrar com Jesus através das palavras de São Marcos. Que tal render louvores a São Marcos pela leitura orante do seu evangelho?

ORAÇÃO
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. São Marcos, rogai por nós, para que sejamos iluminados pela força do Evangelho. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO MARCOS EVANGELISTA
( Vermelho, Glória, Prefácio dos Apóstolos II, Ofício da Festa )

Antífona de Entrada
Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a todas as criaturas, aleluia! (Mc 16,15)

Oração do dia
Ó Deus, que concedestes a são Marcos, vosso evangelista, a glória de proclamar a boa nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos de Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Pedro 5,5-14)
Leitura da primeira carta de são Pedro.

5 4 E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.
5 Semelhantemente, vós outros que sois mais jovens, sede submissos aos anciãos. Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.
6 Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno.
7 Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós.
8 Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar.
9 Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós.
10 O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.
11 A ele o poder na eternidade! Amém.
12 Por meio de Silvano, que estimo como a um irmão fiel, vos escrevi essas poucas palavras. Minha intenção é de admoestar-vos e assegurar-vos que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.
13 A igreja escolhida de Babilônia saúda-vos, assim como também Marcos, meu filho.
14 Saudai-vos uns aos outros com o ósculo afetuoso. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 88/89

Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor.

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firma como os céus.

Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas,
e o vosso amor fiel, a assembléia dos eleitos,
pois quem pode, lá nas nuvens, ao Senhor se comparar
e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante?

Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria;
seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face!
Exultará de alegria em vosso nome dia a dia
e, com grande entusiasmo, exaltará vossa justiça.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o crucificado, poder e sabedoria de Deus (1Cor 1,23s).


EVANGELHO (Marcos 16,15-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 15 disse Jesus aos seus onze discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.
17 Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,
18 manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados”.
19 Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.
20 Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Nós vos oferecemos, ó Deus, este sacrifício de louvor ao celebrarmos a glória de são Marcos, pedindo que sempre floresça em vossa Igreja a pregação do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor, aleluia! (Mt 28,20)

Depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, o vosso dom que recebemos no altar nos santifique e nos faça crer mais firmemente no Evangelho anunciado por são Marcos. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO MARCOS)

O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja "voz clama no deserto". Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos. Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram. Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os sinais que acompanharão os que crerem...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

___ São Marcos, aproveitando que hoje é a sua festa na liturgia da nossa querida Igreja, a gente tem uma pergunta que está "entalada" aqui, é sobre os sinais miraculosos que deverá acompanhar os que crêem...
Marcos ___Bom, primeiramente veja o objetivo do evangelho que escrevi, e assim será mais fácil de entender o conteúdo de cada um dos escritos.

___Então há uma intenção por trás de cada relato?
Marcos ___Claro que sim, no meu evangelho sempre tive a intenção de mostrar que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, as palavras e as frases sempre giram em torno dessa proclamação...

___ Ué, mas isso não é óbvio  São Marcos?
Marcos - Hoje para vocês do segundo milênio sim,  mas para as primeiras comunidades tudo era muito vago e ninguém tinha certeza de nada. Havia muitas heresias em torno de Jesus Cristo, e nós tínhamos que mostrar a Verdade e essa era a principal delas "Jesus é o Filho de Deus".

___Ah, agora me lembrei de uma coisa, que lá na morte de Jesus no calvário, no seu evangelho um Centurião aos pés da cruz dá um bonito testemunho quando diz "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus".
Marcos - Pois é, e esta afirmativa é o cume do meu evangelho, ele fecha com chave de ouro todas as narrativas desde o Batismo de Jesus, seus ensinamentos e milagres, até a sua morte na cruz...

___ São Marcos, e essa história de continuar com a missão de Jesus, foi isso mesmo?
Marcos - Sim, pois continuar com a missão não foi uma decisão dos discípulos, mas uma obediência ao mandato de Jesus "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura..."

____Ah bom... Estamos começando a entender, não se trata de um projeto e de uma iniciativa humana...
Marcos ___Claro que não! Se fosse assim, as coisas jamais teriam dado certo e vocês aí do segundo milênio não teriam recebido o evangelho exatamente do modo como anunciamos lá no início...

___ Puxa vida... A entrevista chegou ao fim e não conseguimos falar da nossa principal dúvida: esses sinais miraculosos eu confesso que a gente não tem em nossas comunidades, exorcizar demônios, falar novas línguas, meter a mão em serpente, beber veneno mortal e não morrer, curas milagrosas. Não é este o perfil de nossas comunidades... Tem algumas coisas fora do normal aqui e ali, mas em geral não é assim...
Marcos ____Olhe! Cada ação dessa citada no evangelho, como parte do mandato missionário, tem um simbolismo muito forte para as primeiras comunidades: eram sinais evidentes de que Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, acompanhava a missão dos apóstolos justamente para confirmar a autenticidade da Palavra anunciada que é poderosa.

____Ah então quer dizer que os tais sinais miraculosos são em função do anúncio e para confirmar a Palavra, e não ações isoladas em um outro contexto?
Marcos - Lógico que não, a Palavra anunciada liberta o homem das forças do demônio, coloca em sua boca a nova linguagem do amor, que todos entendem, e a questão de pegar em serpentes ou tomar veneno mortal e sair ileso, nos remete ao Genesis, onde uma serpente tentou a Eva e a envenenou com o mal do pecado. Podemos reler em Marcos exatamente isso, de que apesar de expostos ao Mal presente no mundo, o discípulo fiel seguidor de Jesus Cristo, jamais será contaminado porque ele contém a Vida e a Graça que Jesus concedeu junto com a missão.

2. Anunciai a Boa-Nova a toda criatura!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Uma pausa no Tempo Pascal para celebrar o evangelista São Marcos, autor do primeiro dos Evangelhos escritos. Na primeira carta de Pedro, o apóstolo chama Marcos de filho. “Manda-vos saudações a comunidade dos eleitos que está em Babilônia e, em particular, Marcos, meu filho”. Daí vem a tradição de que Marcos escreveu baseado no que ouviu das pregações de Pedro. Sua mãe se chamava Maria e vivia em Jerusalém. Em sua casa São Pedro se abrigou quando saiu da prisão. Era primo de Barnabé, com quem participou da primeira viagem missionária em Chipre, juntamente com São Paulo. No Egito, os cristãos dizem que Marcos é o fundador da Igreja de Alexandria. Seu Evangelho é considerado o mais antigo, anterior ao de Mateus e de Lucas. Nele se pode destacar a preocupação com o carreirismo na vida dos Apóstolos, que aparece como empecilho no seguimento de Jesus, e o confronto com o poder demoníaco agindo quer pelo ensinamento dos escribas, quer pelo poderio militar romano. Seu símbolo bíblico como evangelista é o leão. Foi martirizado e suas relíquias se encontram em Alexandria, na Basílica de São Marcos em Veneza, Itália, e em Braga, Portugal.

3. IDE PREGAR O EVANGELHO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre.

Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão.

Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.

Oração
Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quarta-Feira — 26.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SANTO ANACLETO

São Anacleto era grego. Seu nome significa “aquele que é chamado”.

Anacleto foi ordenado diácono por São Pedro. Discípulo fiel, Anacleto seguia Pedro por todo parte, desbravando a cidade de Roma e conhecendo a realidade das diversas igrejas cristãs.
Foi eleito papa em Roma e aproveitou um tempo de paz concedida aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano para organizar a Igreja que crescia rapidamente. Chegou a ordenar vinte e cinco sacerdotes em Roma. Também foi dele a estranha ordem de que os homens cristãos não deveriam ter cabelos compridos.

Anacleto foi o segundo sucessor de São Pedro e foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, governando-a entre os anos 76 e 88.

Ele mandou construir um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Com o passar dos anos, a vida de Santo Anacleto confundiu-se em duas: durante muito tempo a Igreja celebrou Santo Anacleto e santo Cleto como dois santos diferentes. No fim, os dois eram a mesma pessoa.

REFLEXÃO
Anacleto, um bom pastor, vigiava e rezava com os perseguidos. Com eles reunia-se nas catacumbas para celebrar o ofício divino. Zelou pela dignidade dos locais de culto e construiu uma pequena capela para a veneração de São Pedro. Foi um santo Papa e dentre todas as realizações, acreditava que a beleza dos lugares sagrados ajudava a criar o clima da oração. Como está o cuidado e o carinho com a sua comunidade?

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que Santo Anacleto governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


II SEMANA DA PÁSCOA
( Branco, Ofício do dia )

Antífona de Entrada
Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50;21,23)

Oração do dia
Imploramos, ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana e nos traz a esperança da ressurreição: concedei-nos acolher sempre com amor o que celebramos com fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 5,17-26)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

5 17 Levantaram-se então os sumos sacerdotes e seus partidários (isto é, a seita dos saduceus) cheios de inveja,
18 e deitaram as mãos nos apóstolos e meteram-nos na cadeia pública.
19 Mas um anjo do Senhor abriu de noite as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, disse-lhes:
20 "Ide e apresentai-vos no templo e pregai ao povo as palavras desta vida".
21 Obedecendo a essa ordem, eles entraram ao amanhecer, no templo, e puseram-se a ensinar. Enquanto isso, o sumo sacerdote e os seus partidários reuniram-se e convocaram o Grande Conselho e todos os anciãos de Israel, e mandaram trazer os apóstolos do cárcere.
22 Dirigiram-se para lá os guardas, mas ao abrirem o cárcere, não os encontraram, e voltaram a informar:
23 "Achamos o cárcere fechado com toda segurança e os guardas de pé diante das portas, e, no entanto, abrindo-as, não achamos ninguém lá dentro".
24 A essa notícia, os sumos sacerdotes e o chefe do templo ficaram perplexos e indagaram entre si sobre o que significava isso.
25 Mas, nesse momento, alguém transmitiu-lhes esta notícia: "Aqueles homens que metestes no cárcere estão no templo ensinando o povo!"
26 Foi então o comandante do templo com seus guardas e trouxe-os sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 33/34

Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca.
Minha alma se gloria no Senhor;
que ouçam os humildes e se alegrem!

Comigo engrandecei ao Senhor Deus,
exaltemos todos juntos o seu nome!
Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu
e de todos os temores me livrou.

Contemplai a sua face e alegrai-vos,
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,
e o Senhor o libertou de toda angústia.

O anjo do Senhor vem acampar
ao redor dos que o temem e os salva.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16).


EVANGELHO (João 3,16-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

3 16 Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.
19 Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.
20 Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Diz o Senhor: Fui eu que vos escolhi do mundo e enviei para produzirdes fruto, e o vosso fruto permaneça, aleluia! (Jo 15,16.19)

Depois da Comunhão
Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova vida aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Vocação para o amor... Essência da Vida Humana
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Todo Ser humano deve abrir-se para esta vocação comum a qual foi chamado por Deus para essa existência. O sentido da Vida do homem está no amor. Portanto, Jesus, o Filho de Deus não veio para "forçar a barra" obrigando o homem a reconhecer a Deus. O ato de amor supremo que Deus manifestou no seu Filho Jesus é um convite para o homem olhar para si mesmo, sua vocação a viver um amor da plenitude, olhando para Jesus e o conhecendo melhor, o Ser humano olha para si mesmo e se reconhece como imagem e semelhança de Deus, com uma vocação natural para o amor. Crer em Jesus não é um projetar-se para fora mas para dentro, não o aceitá-lo e não acreditar Nele, é contrariar a própria natureza humana, é tirar de si mesmo a Dignidade própria de ser também Filhos de Deus e portanto, irmãos no Senhor.

O homem está inserido dentro de Deus, Ele é a realidade que nos envolve, estamos no útero de Deus, sendo gestados nesta vida para a Plenitude a que Deus nos criou e nos predestinou e que não é um mundo estranho,  pois Jesus, que tem em si esses dois mundos e as duas naturezas, a Humana e a Divina, veio até nós e está entre nós. Jesus, Nosso Deus e Senhor, é o Elo com tudo o que somos realmente, segundo o Desígnio Divino.

Por esta razão no evangelho de hoje Jesus nos é apresentado como o Fiel da Balança, o sentido da Vida, a nossa realização como pessoa, depende da nossa Crença Nele, e quem não crer em Jesus já está condenado, a viver uma existência sem nenhuma perspectiva, onde é proibido sonhar com algo de promissor em uma outra Vida, quem não crer em Jesus está negando a Vocação natural para o amor que impulsiona a Vida.

E a Vida de quem não crê, perde então o seu sentido verdadeiro, as dúvidas e incertezas são constantes, muda-se a todo momento de caminho e no final da jornada descobre-se horrorizado que todos os caminhos percorridos pela mera razão, não conduziram a lugar nenhum. Por isso João contrapõe Luz e Trevas, pois quem descobriu o sentido da Vida que está em Cristo, encontrou respostas para mil perguntas sobre a existência humana, encontrou, portanto, a Luz da Verdade que iluminará suas decisões e irá requalificar todas suas obras tornando-as obras da Luz.

Cada dia, cada hora e cada momento desta vida, é uma oportunidade valiosa que Deus nos concede para fazermos essa descoberta. Essa possibilidade termina com a morte biológica, quando devemos estar prontos para Plenificar a nossa existência e seguir em frente, em um processo de continuidade, mas também de descontinuidade. Seremos quem sempre fomos, mas agora em Cristo Jesus, na plenitude da Glória.

2. Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Nicodemos ouve atento, e nós com ele, Jesus que fala do amor de Deus, do envio do Filho, da salvação, da fé, do julgamento. “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”, frase a ser repetida e memorizada. A luz veio ao mundo e as pessoas preferiram as trevas para nelas esconderem as suas obras. O mal é tenebroso e não quer ser denunciado. As obras praticadas em Deus podem vir à luz. Na vigília pascal acendemos o Círio, que permanece aceso durante as celebrações deste tempo litúrgico. É a luz de Cristo que ilumina os batizados e os mantém iluminados. Silenciosamente presentes e irradiantes, recebem e transmitem a luz da alegria. Com a sua chegada, qualquer ambiente entenebrecido se torna luminoso. É assim a presença do cristão, luminosa e silenciosa, radiante e irradiante, transformadora do meio em que vive, como o sal que dá sabor e o fermento que leveda a massa. Esta presença não fere e não ofende, pode estar em todo lugar e em qualquer ambiente.

3. O AMOR DO PAI PELA HUMANIDADE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O gesto mais grandioso do amor de Deus pela humanidade consistiu no envio do Filho Jesus para propiciar-lhe vida, livrando-a, assim, da morte eterna. A ação Jesus, com tudo o que ele fez de bem para as pessoas do seu tempo, visava sempre possibilitar o acesso à salvação oferecida por Deus.

Por isso, era necessário fazer uma clara opção a respeito do Mestre: aceitá-lo ou rejeitá-lo. Infelizmente, o evento Jesus não chegou a produzir, no coração dos seus contemporâneos, os efeitos desejados. Muitos preferiram tropeçar no caminho das trevas do que prosseguir seguros no caminho da luz. Outros optaram pela mentira, quando podiam pautar suas vidas pela verdade.

Esta espécie de ingratidão, porém, não invalidou a proposta do Pai mediante o Filho Jesus. Ele será sempre a luz que dissipa as trevas do erro e a verdade que desvenda a mentira. Sua presença contínua na história humana, fruto da Ressurreição, constitui-se em oferta de vida, embora o que leva à morte pareça prevalecer.

Quem opta por Jesus e assimila seu projeto de vida não teme que suas ações sejam conhecidas de todos, pois elas são feitas em sintonia com Deus. Esta é a forma de ser agradecido ao Pai pelo amor que ele demonstrou por toda a humanidade, ao enviar seu Filho.

Oração
Senhor Jesus, conduze-me sempre pelos caminhos da vida. E ensina-me a ser grato ao Pai por seu grande amor à humanidade.


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Liturgia da Quinta-Feira — 27.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SANTA ZITA, VIRGEM

Zita, nasceu em 1218, perto da cidade de Luca e como tantas outras meninas ela foi colocada para trabalhar em casa de nobres ricos. Era a única forma de uma moça não se tornar um peso para a família, pobre e numerosa. Ela não ganharia salário, trabalharia praticamente como uma escrava, mas teria comida, roupa e, quem sabe, até um dote para conseguir um bom casamento, se a família que lhe desse acolhida se afeiçoasse a ela. Zita foi empregada doméstica durante trinta anos.

A família onde trabalhava não costumava tratar bem seus criados. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém, agüentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade. Aliás, foi o que tornou Zita famosa entre os pobres: a caridade cristã. Tudo que ganhava dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. Aos poucos, Zita conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e a inveja de outros criados.

Certa vez, Zita foi acusada de estar dando pertences da despensa da casa para os mendigos. Assim, quando o patriarca da casa perguntou o que levava escondido no avental, ela respondeu: "são flores" e soltando o avental uma chuva delas cobriu os seus pés. Esta é uma de suas tradições mais antigas citadas pelos seus fervorosos devotos.

A sua vida foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte. O seu túmulo, na basílica de São Frediano, conserva até hoje o seu corpo que repousa intacto.

Santa Zita é a padroeira das empregadas domésticas.

REFLEXÃO
Santa Zita nos ensinou que não precisamos de um sobrenome, nem de riquezas, nem de posição social para sermos engrandecidos pelo Senhor. Ela soube conquistar plenamente o coração de todos por sua vida dedicada à simplicidade. Para Deus o que vale não são as grandes obras mas o amor que colocamos em cada uma delas, por mais simples que sejam. É o amor que santifica nossas obras. Que sejam hoje abençadas todas as empregadas domésticas e que santa Zita seja companhia nas tarefas do dia-a-dia.

ORAÇÃO
Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Zita, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço, e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


II SEMANA DA PÁSCOA
( Branco, Ofício do dia )

Antífona de Entrada
Ó Deus, quando saístes à frente do vosso povo, abrindo-lhe o caminho e habitando entre eles, a terra estremeceu, fundiram-se os céus, aleluia! (Sl 67,8s.20)

Oração do dia
Concedei, ó Deus, que vejamos frutificar em toda a nossa vida as graças do mistério pascal, que instituístes na vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 5,27-33)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 5 27 trouxeram-nos e os introduziram no Grande Conselho, onde o sumo sacerdote os interrogou, dizendo:
28 "Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! Quereis fazer recair sobre nós o sangue deste homem!"
29 Pedro e os apóstolos replicaram: "Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.
30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro.
31 Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
32 Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem".
33 Ao ouvirem essas palavras, enfureceram-se e resolveram matá-los.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 33/34

Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Mas ele volta a sua face contra os maus
para da terra apagar sua lembrança.
Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta
e de todas as angústias os liberta.

Do coração atribulado ele está perto
e conforta os de espírito abatido.
Muitos males se abatem sobre os justos,
mas o Senhor de todos eles os liberta.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que crêem sem ter visto (Jo 20,29).


Evangelho (João 3,31-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

3 31 "Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos.
32 Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho.
33 Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro.
34 Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.
35 O Pai ama o Filho e confiou-lhe todas as coisas.
36 Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Subam até vós, ó Deus, as nossas preces com estas oferendas para o sacrifício, a fim de que, purificados por vossa bondade, correspondamos cada vez melhor aos sacramentos do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, aleluia! (Mt 28,20)

Depois da Comunhão
Deus eterno e todo-poderoso, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o sacramento pascal e infundi em nossos corações a fortaleza desse alimento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Fé, um Elo com aquilo que somos de fato...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há pessoas que acham que esse negócio de Fé, é apenas mais uma opção de vida, uma questão de opinião, e nesse caso trata-se de algo que não é essencial e ter ou não ter, não faz nenhuma diferença. Na verdade quem pensa dessa forma comete um equívoco terrível e que no final da história será desastroso. Não porque Deus irá castigar quem não têm Fé, mas porque a Fé é esse Elo com aquilo que realmente somos e quando não se tem, assume-se o risco de viver a esmo sem saber para onde estamos caminhando...

Faltando-lhe a Fé o homem tentará se apoiar em ideologias humanas, Filosofias de Vida, racionalismo e tudo mais que lhe apresente um sentido para o existir. Acontece que todas essas coisas até ajudam, mas haverá um momento em nossa vida, que nenhuma delas  dará resposta aos nossos anseios.

Tudo que o homem vai desvendando á Luz da ciência vai também perdendo seu encanto e nada há neste mundo que não possa ser explicado, entretanto, a Fé implica no Mistério de Deus e esse será sempre inacessível a quem não crê. Neste evangelho Jesus fala em coisas opostas para explicar que realmente são coisas diferentes, porém interligadas pela Fé. Aquele que vem da Terra e aquele que vem do Céu... Falam de coisas diferentes, e o conhecimento humano nunca conseguirá abarcar a Fé, mas esta consegue envolver o conhecimento humano, aprimorá-lo e conduzi-lo além, pois quando há da parte do homem essa abertura necessária, Deus se permite encontrar e se Revela.

Jesus Cristo seu Filho foi quem iniciou essa experiência, Ele é de fato Aquele que veio do Céu, que nos trouxe as coisas do céu falando abertamente sobre elas, mas por outro lado se encarnou entre nós tornando-se, portanto, um de nós, e sendo também aquele que veio da terra e por isso o seu testemunho é autêntico e verdadeiro, porque veio de cima, mas fala a nossa linguagem, sendo um de nós.

Na verdade a chave da Vida está em Jesus Cristo, só Nele chegaremos a compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos, pois o Pai confiou-lhe todas as coisas, inclusive a Vida de cada homem e cada mulher. Por isso quem Nele crer se apossará dessa chave que permitirá abrir a porta que se abre para um Novo Horizonte, nunca dantes imaginado pelo Homem. Mas todo ato de Fé deve sempre partir da Liberdade humana, prova de que Deus nos ama, porque nos permite escolher e tomar decisões, ainda que sejam contrárias ao seu desígnio, claro que daí o homem tem de arcar com as consequências se decidir descartar definitivamente a Fé de sua Vida.

2. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

A conversa de Jesus com Nicodemos se encerra pelas vozes de um coro que conclui o diálogo teológico elaborado pelo evangelista contemplativo. Toda a teologia presente na conversa de Jesus com Nicodemos retrata o pensamento da comunidade dos discípulos do Apóstolo São João, chamada de comunidade joanina, posterior a Jesus Cristo. É uma reflexão pós-pascal, por isso bem localizada neste tempo litúrgico da ressurreição do Senhor. Todos devem saber que o Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos, e que aquele que crê no Filho tem a vida eterna. Quem descobre Jesus e o conhece, deve dizer-lhe um “sim” alegre e consciente. Nasce de novo e nasce do alto aquele que nele crê, e este novo nascimento é para a vida eterna. Tanto a fé como a recusa em crer podem não ser explícitas. O julgamento é de Deus que vai além das aparências. O diálogo com Nicodemos mostra que em Deus há uma vontade de salvação e não uma vontade divina de condenação. O compromisso de Deus com o mundo é claro e bem definido: Ele envia o seu Filho por amor, para que o mundo seja salvo. Salvação e condenação não são alternativas com o mesmo valor, assim como graça e pecado não se equivalem.

3. JESUS FALA AS COISAS DE DEUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A origem divina de Jesus permitiu-lhe falar das coisas de Deus com uma autoridade desconhecida. Até então, os sábios e doutores de seu tempo limitavam-se a interpretar as Escrituras, buscando-lhes sentidos ocultos. Nesse afã, acabavam por complicar tanto a Palavra de Deus a ponto de pensarem que somente um pequeno grupo de privilegiados estavam em condições de compreendê-la e praticá-la.

Jesus rompeu com este esquema e se declarou apto para dar testemunho de tudo quanto viu e ouviu do Pai. Ele não era rabi no sentido tradicional, e sua relação com as Escrituras era de total liberdade. Sua Palavra era a Palavra de Deus, comunicada à humanidade, sem necessitar de interpretações casuísticas e sofisticadas. Por outro lado, Jesus falava pela força do Espírito que lhe fora comunicado pelo Pai.

Assim sendo, quem quisesse ter acesso à Palavra de Deus, em sua integridade, sem as deformações das interpretações humanas, necessitava recorrer a Jesus. Esta Palavra era penhor de vida, por colocar no caminho de Deus, quem se abrisse para ela. Pelo contrário, quem se fechasse à Palavra de Jesus e a recusasse, deveria por-se de sobreaviso, pois pesava sobre ele a ira de Deus. Isso por que fechar-se para Jesus redundava em fechar-se para Deus. E dar as costas à Palavra de Jesus corresponde a dar as costas para Deus. O discípulo precisa ponderar isto com cuidado.

Oração
Senhor Jesus, que a tua Palavra, testemunho do Pai, ecoe profundamente no meu coração e seja penhor de vida eterna.


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Liturgia da Sexta-Feira — 28.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SÃO PEDRO CHANEL

Lembramos hoje a vida do grande missionário São Pedro Chanel. Nascido em Cuet em 1803, de uma família do campo, Pedro fez sacerdote na diocese de Turim.

Desde o seminário Pedro se encantava com a leitura sobre Missões. Respondendo ao apelo de Deus, entrou para a Sociedade de Maria e foi evangelizar as regiões e ilhas da Oceania, Atlântico e Pacífico.

Em 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Chegou a conseguir a simpatia dos mais jovens pela sua doutrina e pela sua presença pessoal.

Por outro lado, levantou a hostilidade dos mais velhos, ciosos de suas tradições e costumes, ameaçados pelo "sacerdote branco". Nessa ilha, a guerra estava tomando conta do povo, que estava dividido por duas tribos.

Avisado pelos amigos do risco que corria e para que deixasse a ilha, São Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer e continuar a pregação. Foi morto a golpes de "tacape" no dia 28 de abril de 1841. Seu sacrifício não foi em vão. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo

São Pedro Maria Chanel foi declarado padoreira da Oceania em 1954.

REFLEXÃO
A vocação missionária faz parte da vida da Igreja. Seja a missão cotidiana, ou a missão entre os povos, todo cristão é convidado a levar a Boa Nova de Jesus Cristo para além dos limites de sua comunidade. Pedro Chanel foi envolvido pelo amor a Jesus Cristo e quis colocar sua vida a serviço do evangelho. Que o exemplo deste santo nos leve também a viver uma vida de justiça e fraternidade.

ORAÇÃO
Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Pedro Maria Chanel destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


II SEMANA DA PÁSCOA
( Branco, Ofício da memória )

Antífona de Entrada
Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia! (Ap 5,9s)

Oração do dia
Concedei, ó Deus, aos vossos servos e servas a graça da ressurreição, pois quisestes que o vosso Filho sofresse por nós o sacrifício da cruz para nos libertar do poder do inimigo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 5,34-42)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 34 levantou-se, porém, um membro do Grande Conselho. Era Gamaliel, um fariseu, doutor da lei, respeitado por todo o povo.
35 Mandou que se retirassem aqueles homens por um momento, e então lhes disse: "Homens de Israel, considerai bem o que ides fazer com estes homens.
36 Faz algum tempo apareceu um certo Teudas, que se considerava um grande homem. A ele se associaram cerca de quatrocentos homens: foi morto e todos os seus partidários foram dispersados e reduzidos a nada.
37 Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo consigo, mas também ele pereceu e todos quantos o seguiam foram dispersados.
38 Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá;
39 mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus". Aceitaram o seu conselho.
40 Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram.
41 Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.
42 E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 26/27

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa:
habitar no santuário do Senhor.

O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor
e contemplá-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4)


Evangelho (João 6,1-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

6 1 Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.)
2 Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.
3 Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.
4 Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.
5 Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: "Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?"
6 Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.
7 Filipe respondeu-lhe: "Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço".
8 Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
9 "Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isto para tanta gente?"
10 Disse Jesus: "Fazei-os assentar". Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.
11 Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam.
12 Estando eles saciados, disse aos discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca".
13 Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.
14 À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: "Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo".
15 Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, com bondade, as oferendas da vossa família e concedei-nos, com o auxílio da vossa proteção, sem perder o que nos destes, alcançarmos os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Cristo Senhor foi entregue por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação, aleluia! (Rm 4,25)

Depois da Comunhão
Guardai, ó Deus, no vosso constante amor, aqueles que salvastes, para que, redimidos pela paixão do vosso Filho, nos alegremos por sua ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SÃO PEDRO CHANEL
( Vermelho, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Ó Deus, que, para expandir a vossa Igreja, coroastes são Pedro Chanel com o martírio, concedei-nos, neste tempo de alegria pascal, celebrar de tal modo a morte e ressurreição de Cristo, que nos tornemos testemunhas de uma nova vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Atendei, ó Deus, as nossas preces e livrai-nos de toda a culpa, para que vossa graça nos purifique pelos mistérios que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Que os sacramentos que recebemos, Senhor nosso Deus, alimentem em nós a mesma fé transmitida pela pregação dos apóstolos e conservada pela solicitude de são Pedro Chanel. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO PEDRO CHANEL)

Pedro nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote. Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio. Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido. Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841. Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um paraíso. A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz no Senhor. E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. UM MENINO, CINCO PÃES E DOIS PEIXES...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Se reescrevêssemos esse evangelho na pós-modernidade, iríamos dizer que a comunidade estava em um retiro e precisava providenciar alimentação para todos, e daí alguém ligou para um comerciante católico muito rico e ele mandou um caminhão Baú com alimentação para todos e ainda sobrou um monte que foi dado às instituições assistenciais. Os grandes encontros e os grandes empreendimentos humanos requer grande quantidade para suprir a necessidade do evento. Claro que nesta versão moderna da multiplicação dos pães, deve-se louvar e agradecer a Deus por pessoas ricas, porém generosas, e são muitas, que ajudam de todas as formas nossas comunidades levando o sentido da partilha ao pé da letra. Mas a lógica do evangelho, fundamentada na Eucaristia não é essa. Os pobres são bem aventurados justamente porque eles também têm algo a dar para o Reino, ainda que seja pouco e até insignificante, como os cinco pães e dois peixinhos do evangelho.

João relata algo diferente, uma grande multidão com fome, os organizadores do encontro preocupadíssimos com o lanche, e de repente um menino cede o seu lanche (tenho minhas dúvidas, não sei se o menino cedeu ou se um dos discípulos o "requisitou"), o fato é, que era uma quantidade irrisória perto da necessidade da multidão. Voltemos ao menino anônimo para uma observação importante, digamos que ele não queria ceder, não porque fosse egoísta, mas porque sabia que o seu pouquinho não iria resolver a situação. Eis aí o grande problema de se viver em comunidade, quem não acredita no pouco é porque não confia em Deus e prefere a lógica do mundo onde, só quem tem muito pode e deve dar alguma coisa.

Lembro-me de minha primeira comunidade em um Bairro pobre, lá pelos idos de 70, quando era ministro da Palavra itinerante. Uma semana antes o padre me apresentou á comunidade em uma Festa do Padroeiro e tinha gente que não acabava mais, a capelinha parecia caixa de fósforos, perto da multidão que estava na quermesse, a missa teve de ser campal... Esfreguei as mãos de contentamento...

No domingo seguinte, faltando dez minutos para as 17 horas lá estava eu e mais quatro pessoas... A espera do início da celebração. Deu-me um desânimo tão grande que quase desisti. Daí chegou mais duas pessoas, uma delas a Dona Maria, uma Senhora Negra, bem simplinha e pobrezinha, mas a quem devo a minha perseverança naquela comunidade. Começamos a celebração e o vento apagou as velas do altar. Foi três ou quatro vezes e em todas elas a Dona Maria pacientemente, e com um leve sorriso nos lábios, levantava, saía do seu lugarzinho e vinha acender as velas...

No final da celebração ela disse que naquela semana iria de casa em casa convidar as pessoas a vir participar da celebração no domingo seguinte. Fiquei depois sabendo que ela era analfabeta e que tinha um filho alcoólatra de quem levava uma surra de vez em quando. O que poderia se esperar de uma mulher com esse perfil, em uma comunidade pobre de um bairro distante? Nada ou quase nada, nos diz o espírito capitalista, de fato ela não tinha nada a oferecer... Tinha sim, mas um pouquinho só... Cinco pães e dois peixinhos... Para encurtar a história, Dona Maria foi quem incendiou a comunidade com seu testemunho autêntico, com seu cristianismo devocional, que mulher de garra e de fibra que eu tive o prazer de tê-la como irmã de caminhada!

Hoje é uma grande comunidade com uma linda igreja no meio do Bairro, sempre lotada e bem participada, mas naqueles primeiros tempos, somente a Dona Maria teve coragem de profetizar "Olha minha gente, um dia seremos uma grande igreja aqui no Bairro, pois a comunidade está começando hoje...". E de fato começou com aquele gesto marcado pela simplicidade, de acender as velas do altar e de convidar as pessoas para a celebração. Naquele momento o seu gesto talvez tenha sido visto como uma ingenuidade, entretanto ali tudo começou a acontecer naquela comunidade.

Jesus ergueu os olhos para o céu e abençoou o lanchinho que o menino ofereceu como também abençoou a atitude da Dona Maria... E a fome de cinco mil pessoas foi saciada e ainda sobrou... Eis o grande milagre da Eucaristia: em comunhão com Jesus damos o nosso pouquinho, aquele carisma que parece não ser tão importante, ofereça-o á comunidade, e ajude Jesus a fazer o grande milagre que mata a fome do povo, sem precisar de um Patrocinador que banque tudo.

Não tenhamos preconceito com o nosso "pouquinho", pois sem ele não tem como Deus fazer o milagre...

2. Cinco pães de cevada e dois peixes
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Começamos a leitura do capítulo sexto de São João na perspectiva litúrgica do Tempo da Páscoa. Por quatro vezes ouviremos Jesus dizer: “Eu o ressuscitarei no último dia”. O evangelista apresenta Jesus como o Pão que alimenta a vida de quem o segue e que permanece entre nós, em todos os tempos, de forma sacramental na Eucaristia. Porque comemos e bebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, ressuscitaremos no último dia. Num primeiro ato Jesus multiplica um pouco de pão e de peixe e alimenta a multidão. Num ato de fé, é proclamado o profeta que deve vir, aquele anunciado por Moisés no Deuteronômio; num ato político, querem fazê-lo rei para terem alimento com facilidade.

3. O MILAGRE DA PARTILHA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O mistério pascal produz seus frutos, quando a presença do Ressuscitado abre o coração do cristão para o amor e a partilha. Este é, sem dúvida, o maior milagre que o Senhor realiza na vida dos discípulos.

Jesus foi ensinando a lição da partilha amorosa, ao longo do seu ministério. O milagre da multiplicação dos pães insere-se neste projeto de formação para o discipulado.

Tudo começou com a preocupação de Jesus em relação à multidão faminta. Os discípulos foram envolvidos e desafiados a encontrar uma solução que atingisse a todos e não apenas um pequeno grupo. Jesus foi informado de que um rapaz trazia consigo cinco pães e dois peixes, e aceitava colocar esta pequena porção de alimento a serviço de todos. Por isso, começou a distribuir os pães e os peixes, e todos comeram à saciedade. Cada qual procurava partilhar do seu pouco com os demais. Teria bastado uma pequena dose de egoísmo e de incapacidade de partilhar para que o milagre não acontecesse.

Os primeiros cristãos logo compreenderam a exigência da partilha como dimensão necessária de sua fé. A celebração eucarística tornou-se símbolo deste projeto de vida. O Senhor, que se dá no pão eucarístico, aponta para a exigência de partilha com que se defronta a comunidade de fé.

Oração
Senhor Jesus, abre meu coração para o amor e a partilha, de modo que tudo quanto possuo seja colocado a serviço dos irmãos.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 29.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTA CATARINA DE SENA

Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e sua família era numerosa. Catarina teve uma infância conturbada. Não pode estudar, cresceu franzina e viveu sempre doente. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Ainda jovem, Catarina tornou-se uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana.

Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências. Já adulta enfrentou a dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Catarina, mesmo analfabeta, assume a missão de reunir de novo a Igreja em torno de um só papa.

Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos e conseguiu que o Papa legítimo, Gregório décimo primeiro, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o Papado estava em Avinhão e não em Roma.

Outra dificuldade foi a peste que matou pelo menos um terço da população européia. Ela lutou pelos doentes, curou com as próprias mãos e orações. Estava à frente dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas de alto valor histórico, místico e religioso. O livro: "Diálogo sobre a Divina Providência", é lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Foi declarada "Doutora da Igreja" pelo Papa Paulo VI, em 1970 e mais tarde foi escolhida como patrona da Itália, junto com São Francisco.

REFLEXÃO
Santa Catarina era uma mulher agraciada com o dom da fortaleza e da fé. Tinha profundo contato com Deus, sendo comuns êxtases espirituais. Destacou-se pelo seu zelo missionário. Seu biógrafo nos diz que, no ano de 1370, num êxtase Catarina ouviu de Deus as seguintes palavras: “A salvação dos homens exige que tu voltes à vida. O pequeno quarto não será mais tua costumeira moradia; deverás sair de tua cidade. Estarei sempre contigo na ida e na volta. Levarás o louvor do meu nome e a minha mensagem a pequenos e grandes. Colocarei em tua boca uma sabedoria, à qual ninguém poderá resistir”.

ORAÇÃO
"Trindade eterna, vós sois um mar profundo, no qual, quanto mais procuro, mais encontro. E quanto mais encontro, mais vos procuro. Sois o Fogo que queima sempre e nunca se consome. Sois o Fogo que tira todo frio, que ilumina todas as inteligências e, pela vossa luz, me fizestes conhecer a verdade. Na luz da fé adquiro a sabedoria, na sabedoria do vosso Filho único; na luz da fé, torno-me forte e constante persevero. Na luz da fé, espero que não me deixareis sucumbir no caminho ".

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SANTA CATARINA DE SENA VIRGEM E DOUTORA
( Branco, Prefácio Pascal ou das Virgens, Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Esta é uma virgem sábia, uma das jovens prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

Oração do dia
Ó Deus, que inflamastes de amor santa Catarina de Sena na contemplação da paixão do Senhor e no serviço da Igreja, concedei-nos, por sua intercessão, participar do mistério de Cristo e exultar em sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 6,1-7)
Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos.

6 1 Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária.
2 Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: "Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar.
3 Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício.
4 Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra".
5 Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
6 Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.
7 Divulgou-se sempre mais a palavra de Deus. Multiplicava-se consideravelmente o número dos discípulos em Jerusalém. Também grande número de sacerdotes aderia à fé.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 32/33

Sobre nós, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
Aos retos fica bem glorificá-lo.
Daí graças ao Senhor ao som da harpa,
na lira de dez cordas celebrai-o!

Pois reta é a palavra do Senhor,
e tudo o que ele faz merece fé.
Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.

O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem
e que confiam, esperando em seu amor,
para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ressurgiu Cristo, o Senhor, que criou tudo; ele teve compaixão da humanidade.


Evangelho (João 6,16-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

6 16 Chegada a tarde, os seus discípulos desceram à margem do lago.
17 Subindo a uma barca, atravessaram o lago rumo a Cafarnaum. Era já escuro, e Jesus ainda não se tinha reunido a eles.
18 O mar, entretanto, se agitava, porque soprava um vento rijo.
19 Tendo eles remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus que se aproximava da barca, andando sobre as águas, e ficaram atemorizados.
20 Mas ele lhes disse: "Sou eu, não temais".
21 Quiseram recebê-lo na barca, mas pouco depois a barca chegou ao seu destino.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Recebei, ó Pai, o sacrifício da salvação que vos apresentamos na festa de santa Catarina, para que, instruídos por seus ensinamentos, possamos render-vos graças com maior fervor, ó Deus vivo e verdadeiro. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Deus é luz. Se andamos na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado (1Jo 1,7).

Depois da Comunhão
Ó Deus, que a participação na vossa mesa, onde santa Catarina encontrava alimento até mesmo para a vida do corpo, conceda ao vosso povo a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA CATARINA DE SENA)

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Coragem, sou Eu!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O evangelho tem como contexto a situação das comunidades no primeiro século do cristianismo e que refletem também os primeiros tempos dos discípulos, após a ascensão do Senhor. O medo e a insegurança deles era por causa do acontecimento que desencadeou toda aquela caminhada, a vida de Jesus de Nazaré, seus ensinamentos, suas obras prodigiosas, mas que no final resultaram em fracasso com a morte na cruz. Se antes, caminhando com ele, a história acabou tão mal, agora o risco de um novo fracasso era ainda maior pois Jesus não estava mais com eles...

Os cristãos do primeiro século olhavam á sua volta e não viam nenhuma perspectiva de que o cristianismo fosse dar certo, de um lado o Império Romano, a cultura grega que exaltava o conhecimento, de outro o Judaísmo e suas raízes. Que futuro teria a comunidade dos seguidores de Jesus de Nazaré?

Hoje se sabe que o cristianismo está entre as maiores religiões do mundo, mas a sociedade não reflete essa realidade, ao contrário, parece que tudo contraria o evangelho e os cristãos veem as forças dom mal se fazerem presentes até nas comunidades. Divisões, discórdias, escândalos, cristãos que desistem de viver a Fé e fracassam em sua caminhada. A impressão é que as forças do mal imperam na humanidade e querem engolir a Igreja.

O que pode um frágil barquinho a mercê de ventos fortes e ondas gigantes? O que pode a Igreja de Cristo fazer para mudar os rumos da humanidade? O Evangelho terá poder e força suficiente para reverter esse quadro de tenebrosa escuridão que nossos olhos contemplam?

São inquietações que afligem o coração de todos os discípulos. Entretanto, quando parece que a barca vai a deriva, os homens e mulheres de Fé vislumbram, nos momentos mais críticos, algo que supera todo mal, Jesus acompanha a barca, e tem sob os pés as Forças do Mal, isso é, há bem lá na frente um porto seguro onde a Barca vai chegar. Quando pensamos nessa realidade nova, perceptível á luz da Fé, sentimos medo mais o Senhor nos tranquiliza "Coragem, sou eu, não temais".

Jesus é o Senhor da História, não é alguém que influenciou a história no passado e que agora deve ser sempre lembrado por seu exemplo, como fazemos com nossos homens ilustres, Jesus está vivo, está vivendo com a Igreja cada momento de sua história, está atento e atuante nas comunidades cristãs, aponta novos rumos e direção a ser seguido, para se chegar à outra margem...

E as comunidades de João, com sua Fé e testemunho de Vida, passaram incólumes pelas Forças Tenebrosas do Mal e chegaram até nós, com o mesmo evangelho, o mesmo anúncio. Essa é a prova inequívoca da presença de Jesus em nossa Igreja, são dois milênios de caminhada. O mar não é sereno, nem nunca será, mas as ondas revoltas e a ventania nada podem contra a Igreja, porque Jesus navega conosco...

2. Jesus caminha sobre as águas
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

A multiplicação dos pães e dos peixes foi um sinal, e um sinal é sempre indicativo. Aponta para alguma coisa mais distante, nem sempre visível, mas real. Um semáforo é um sinal, como é sinal de fogo a fumaça distante. “Vendo o sinal que ele tinha feito, disseram: ‘Esse é o profeta que deve vir ao mundo’.” O sinal mostrou a presença do profeta esperado. Às portas da Terra Prometida, Moisés lembrou ao povo a promessa de Deus de fazer surgir no futuro um profeta semelhante a ele, Moisés. Este sinal nos dá duas indicações, entre outras: precisamos do pão de cada dia e precisamos de Jesus como alimento da nossa vida. A travessia do mar a pé, sobre as águas, não é um sinal. É um milagre, um acontecimento fora do comum com características de uma epifania, de uma manifestação. É noite, o vento é forte, as águas se agitam. Os discípulos estão sozinhos no barco. Jesus tinha ficado na montanha, e os discípulos veem alguém que se aproxima, andando sobre as águas. O medo cresce. “Sou eu, não tenham medo.” A voz de Jesus encobre a agitação das águas. Sou eu o “Eu Sou”, que assim se manifestou a Moisés, o profeta por excelência. Jesus é mais do que o profeta semelhante a Moisés. Não tenham medo. Ele se identifica com Aquele que se manifestou a Moisés.

3. É PRECISO RECONHECER O SENHOR
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

As primeiras comunidades cristãs viram-se às voltas com sérios problemas quando se puseram a dar testemunho da Ressurreição. As dificuldades surgiam de todas as partes. Dentro da comunidade, experimentava-se deserções, incredulidade e exigências absurdas de provas da Ressurreição. De fora provinham pressões por parte da comunidade judaica preocupada com o que era proclamado e com os resultados disto na vida de muitas pessoas.

Os cristãos viviam como se estivessem no meio de um mar, dentro de uma pequena barca agitada por ondas violentas. Os discípulos não chegavam a ter plena consciência da presença do Ressuscitado junto deles. Viam Jesus caminhar na direção deles, porém não o reconheceram e sentiram medo. Foi necessário que Jesus mesmo os exortasse a não temer. Afinal, ele estava junto de sua comunidade, especialmente, nos momentos de tribulação e dificuldade. Perceber a presença do Senhor era penhor de segurança e certeza de não sucumbir. Embora a tempestade permanecesse, não podia haver dúvida de que a meta seria atingida.

As tempestades que se abatem sobre a comunidade de fé não podem levar os discípulos do Ressuscitado ao desespero. Ele sempre lhes diz: "Estou aqui, não temam". Quem reconhece sua presença, pode estar certo de que as vencerá.

Oração
Senhor Jesus, sei que estás ao meu lado, na hora da provação e da dificuldade, dando-me segurança e ajudando-me a atingir a meta estabelecida por ti.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 30.04.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


SÃO PIO V, PAPA E CONFESSOR

Antonio Miguel nasceu em 1504 na província de Alexandria e, aos quatorze anos ingressou na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, cardeal, inquisidor, bispo e finalmente, Papa, tomando o nome de Pio Quinto. Foi um grande reformador da Igreja.

Assim que assumiu foi procurado em Roma, por dezenas de parentes. Não deu "emprego" a nenhum, afirmando ainda que um parente do Papa, se não estiver na miséria, "já está bastante rico". Implantou ainda outras mudanças no campo pastoral: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações para publicações religiosas. O Papa Pio Quinto é venerado por ter unido a Europa, acabando com as guerras internas. Chegou a excomungar a rainha da Inglaterra, Elisabete Primeira. Papa Pio Quinto morreu no dia primeiro de maio de 1572.

REFLEXÃO
A vida de Pio V mostra a força da Igreja na Idade Média. Infelizmente, nem tudo o que a Igreja fazia era digno de comemoração. Muitas vezes o evangelho foi esquecido em função do poder terreno. São Pio Quinto conseguiu equilibrar fé e vida. Apesar de estar marcado pelas razões da época, é inegável que Pio Quinto foi um grande papa. Peçamos perdão a Deus pelas vezes que nossa Igreja não viveu plenamente o evangelho, mas também peçamos a graça de continuar aprendendo.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Pio V governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


30.04.2017
3º DOMINGO DE PÁSCOA — ANO A
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam dele" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos o terceiro Domingo da Páscoa na alegria e no incentivo de reforçar uma vez mais a fé na ressurreição de Jesus. Emaús nos ensinará as duas modalidades fundamentais para ter Cristo presente em sua ausência: ler as escrituras à luz de sua memória e celebrar a fração do pão, o gesto pelo qual ele realiza sua presença real, na comunhão de sua vida, morte e ressurreição. É a presença do Cristo pascal, glorioso, já não ligado a tempo e espaço, mas acessível a todos os que o buscam na fé e se reúnem em seu nome.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, eis que fomos convocados pelo Senhor Ressuscitado para nos reunirmos em torno da mesa santa, celebrando nossa ação de graças ao Pai, pela Páscoa do seu Filho Jesus, realizada na força e no poder do Santo Espírito. Assim como Ele caminhou ao lado dos discípulos de Emaús, Ele hoje caminha conosco, anuncia sua Palavra e reparte seu corpo e sangue. É a Vida do Senhor nos enchendo de vida nova. Juntemos nossas vozes e cantemos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: "Eles reconheceram o Senhor ao partir o pão". Esta observação, de caráter litúrgico, ritualiza para nós a experiência da primeira comunidade cristã, das refeições fraternas nas casas dos cristãos, lembrando o Senhor Jesus, suas palavras e seus gestos de salvação, seu sacrifício supremo. Só pode reconhecer o Senhor quem percorreu os caminhos dos problemas do homem, deles participando plenamente: o fracasso, a solidão, a busca pela justiça e verdade, a coerência em direção a um mundo melhor, a solidariedade. Então o Cristo, anônimo e misterioso companheiro, testemunha e interlocutor das hesitações e dúvidas, revela-se não como aquele que tem a solução para todas as questões, mas como alguém que, tendo aceito entrar no Plano de Deus, tornou-se o primogênito de uma nova humanidade.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, da Caridade, do Jejum e da Oração, preparemo-nos para a Páscoa do Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/30-de-abril-de-2017---Terceiro-Domingo-da-Pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_31_3o_domingo_da_pascoa.pdf


Antífona de Entrada
Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia! (Sl 65,1s)

Oração do dia
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Existe uma mensagem única nas três leituras que ouviremos: o Senhor ressuscitou! O Evangelho, que narra a conversa de Jesus com os discípulos de Emaús, repete o mesmo aúncio de modo enfático: “realmente, o Senhor ressuscitou”. Ele está vivo e na ausência de sua presença física fala silenciosamente ao nosso coração. Como os discípulos atentos à voz do seu Mestre, acompanhemos a Palavra que o Senhor nos dirigirá. E que o nosso coração seja aquecido por esta Palavra que ouviremos.

Primeira Leitura (Atos 2,14.22-23)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

2 14 Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
22 Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis,
23 depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios.
24 Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder.
25 Pois dele diz Davi: ‘Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado.
26 Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança,
27 pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção.
28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face’.
29 Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.
30 Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.
31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção’.
32 A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas.
33 Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 15/16

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto de vós felicidade sem limites!

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:
nenhum bem eu posso achar fora de vós!”
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!

Eu bendigo o Senhor, que aconselha
e até de noite me adverte o coração.
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria
e até meu corpo no repouso está tranqüilo;
pois não haveis de me deixar entregue à morte
nem vosso amigo conhecer a corrupção.

Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Segunda Leitura (1 Pedro 1,17-21)
Leitura da primeira carta de são Pedro.

1 17 Carríssimos, se invocais como Pai aquele que, sem distinção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação.
18 Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo,
19 o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo
20 e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós.
21 Por ele tendes fé em Deus, que o ressuscitou dos mortos e glorificou, a fim de que vossa fé e vossa esperança se fixem em Deus.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura, fazei o nosso coração arder quando nos falardes (Lc 24,32).


Evangelho (Lucas 24,13-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 24 13 o primeiro da semana, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.
16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
17 Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?"
18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?"
19 Perguntou-lhes ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.
20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.
22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;
23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.
24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram".
25 Jesus lhes disse: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!
26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?"
27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.
29 Mas eles forçaram-no a parar: "Fica conosco, já é tarde e já declina o dia". Entrou então com eles.
30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram. Mas ele desapareceu.
32 Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?"
33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.
34 Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão".
35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa. Vós, que sois a causa de tão grande júbilo, concedei-lhe também a eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão, aleluia! (Lc 24,35)

Depois da Comunhão
Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“IN MEAM COMMEMORATIONEM”
(“Em memória de mim”)

Dom Odilo Scherer escolheu como seu lema episcopal o trecho do evangelho que narra a celebração da última ceia. As palavras de Jesus são um convite e uma inspiração aos discípulos, para que continuem a missão de evangelizar. Como sucessor dos apóstolos, pelo ministério episcopal, este tem sido o compromisso de Dom Odilo à frente da Arquidiocese de São Paulo. Dez anos de um ministério fecundo, marcados por iniciativas de verdadeira paternidade e visão pastoral, um ministério que corresponde ao lema escolhido.

Continuando o legado de outros valorosos pastores da Arquidiocese, que o povo de Deus ainda traz na memória e nas orações, Dom Odilo é sinal de trabalho e compromisso. Não é raro receber um e-mail ou uma mensagem de texto, com uma orientação ou um comunicado dele, altas horas da noite ou logo pela manhã, bem cedo.

Mas o seu trabalho também é conhecido e reconhecido além da Arquidiocese, seja na Cúria Romana, na CNBB ou nas muitas solicitações que fazem outras dioceses de todo o Brasil. É preciso lembrar de sua atitude paternal para com os padres, quando visita os doentes e se ocupa de suas necessidades. Como “bom pastor” ele também não descuida do rebanho, buscando recurso e tomando iniciativas para diminuir o sofrimento dos mais pobres.

Por tudo isso, a Dom Odilo nosso respeito, gratidão e nossas orações. Que Deus o recompense pelo bom trabalho realizado nesses dez anos, e continue a sustentá- lo em sua missão à frente da Arquidiocese de São Paulo.

Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Brasilândia e para a Pastoral da Comunicação

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 01 A 07 DE MAIO DE 2017:
2ª Br - At 6, 8-15; Sl 118(119); Jo 6,22-29;
3ª Br - At 7,51 - 8,1a; Sl 30(31); Jo 6, 30-35;
4ª Br - 1Cor 15,1-8; Sl 18(19A); Jo 14,6-14
5ª Br - At 8,26-40; Sl 65(66); Jo 6, 44-51;
6ª Br - At 9, 1-20; Sl 116(117); Jo 6, 52-59;
Sb Br - At 9,31-41; Sl 115(116B); Jo 6,60-69;
Dom Br - 4º Dom. Páscoa: At 2,14.36-41; Sl 22 (23); 1Pd 2,20b-25; Jo 10,1-10. (Jesus: A porta das ovelhas)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os discípulos de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nhá Maria era uma senhora bem pobre que gostava muito de vir em nossa casa para receber alguma ajuda. Naquele tempo, o pedinte não era um estranho que causava medo e insegurança como hoje, e nós a acolhíamos na mesa da refeição, porque jamais minha mãe permitia que ela ficasse na porta ou na calçada, um filho de Deus tem que sentar-se á mesa, nos dizia sempre. Claro que os tempos eram outros e ninguém pensava em seqüestro ou assalto. Depois de ouvi-la atentamente, a conversa sempre terminava com a frase tão batida lá em casa, “Se for da vontade de Deus, tudo vai melhorar e dar certo”, que minha mãe dizia, enquanto preparava um cafezinho fresco que a Nhá Maria tomava antes de ir embora, toda agradecida, não sem antes ajudar a arrumar a cozinha.

Este evangelho mostra algo que hoje não se pratica muito em nossas relações: ouvir as pessoas, caminhar com elas, saber como está a vida, o que anda pensando ou sonhando, ou porque andam tristes. Passamos de carro, sempre apressados, e no máximo fazemos um aceno ou buzinamos para os conhecidos.

O caminhante que se junta aos dois peregrinos age diferente, percebe que estão tristes e desanimados, se junta a eles, quer saber o que aconteceu, qual a causa da tristeza, ouve com atenção e somente depois é que vai falar, não deixou suas inquietações sem uma resposta, não terminou a prosa com aquele jeito resignado “fazer o que, a vida é assim mesmo...” Como muitas vezes encerramos nossa conversa com alguém que está sofrendo ou desanimado. É bem verdade que os censurou por serem tão lerdos na compreensão da escritura antiga, mas a conversa foi agradável, marcada pela ternura, pois não se pode anunciar o evangelho com gestos bruscos e cara feia, como se quisesse dar uma lição de moral em quem ouve, isso é perda de tempo! O texto não deixa dúvidas quanto a isso, seus corações ficaram abrasados, enquanto Jesus lhes falava, levando-os a descoberta de algo novo, o sofrimento faz parte da vida, mas não é a última palavra.

Considerando-se a intencionalidade do autor, o texto trata de uma celebração eucarística, com duas partes bem distintas: a Palavra e a Eucaristia, aliás, coisa que nós cristãos herdamos do Judaísmo em uma junção da Sinagoga, lugar da reflexão da Palavra, e Templo, lugar do Sacrifício. Vivemos um tempo histórico diferente do que viveram esses discípulos, porém a situação é quase a mesma, achamos difícil perceber a presença do Senhor em meio a um quadro muitas vezes  desolador, e a história de Emaús, mais parece uma bela lembrança. Eis uma fé distorcida e fragilizada como a dos dois discípulos peregrinos! No coração do Cristão, Jesus Ressuscitado na maioria das vezes é alguém distante de nossa vida e de nossos problemas, parece que o Jesus da história é um, e o Jesus da Salvação é outro,

Pois o evangelho desse domingo, belíssimo por sinal, nos mostra que na comunidade, em cada celebração a história se repete o Senhor nos questiona sobre o que estamos falando pelo caminho desta vida, em que acreditamos, quais são nossas aspirações, o que queremos ver realizado. A palavra que celebramos nos fala da vida de Jesus e de nossa vida também, ela nos encoraja porque penetra em nosso coração, não se restringindo a um mero rito.

Uma caminhada com uma prosa saudável e edificante, fortalecedora e motivadora, não tem coisa mais revigorante neste mundo, assim é que Jesus vem ao nosso encontro em cada domingo. A palavra de Jesus que caminha com eles, não é conversa fiada, lamentação e choramingos, porque as coisas não vão bem, em casa, na comunidade, no trabalho ou na política, Jesus é alguém diferente, que encontrou um sentido novo e sua palavra renovadora, fortalecedora é revigorante, porque nos faz dar a volta por cima, por isso, aos seus discípulos de ontem e de hoje, ele vem confirmar o seu projeto de salvação, anunciando que a morte e a força do mal, não têm nenhum poder sobre o Reino que ele instalou no meio dos homens.

E depois de uma boa conversa, em uma mesa de refeição, Cleofas e seu amigo de caminhada sentem que não podem mais viver sem aquele homem, e o acolhem no coração, quando o conhecem no partir do pão, onde o Senhor partilha com eles seus sonhos e projetos de vida, que ajudam a construir o reino novo.

Não tenhamos medo de percorrer o caminho de Emaús, onde levamos, é verdade, nossos desânimos e fracassos, mas diante da palavra que nos aquece o coração, , manifestemos o desejo de que o Senhor fique sempre conosco, “Fica conosco Senhor pois é tarde, e a noite vem chegando”. E no pão que se parte e reparte, nos fortalecemos, e voltamos com pressa á nossa comunidade, onde não há mais noite, mas na fé caminhamos com os irmãos e irmãs, diante da luz sempre reluzente que é o próprio Deus, presente em Cristo - Jesus!

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. O que andais conversando pelo caminho?
(O comentário do Evangelho aEste é o meu filho amado, escutai-o!baixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Os primeiros discípulos veem Jesus Ressuscitado e contam para nós o que foi que viram. O verbo “ver” é muito importante nos relatos pascais porque revela uma experiência profunda daquele que viu. Não importa como viu. Importa ter visto e ter relatado a sua experiência para as gerações futuras. Nós hoje acreditamos baseados na experiência dos primeiros e podemos ter a mesma experiência em nossa própria vida tantos anos depois. Trata-se, afinal, de “ver”, e cada um de nós pode, de alguma maneira, “ver o Senhor”. Que Deus nos conceda esta experiência em algum momento de nossa vida, a experiência de perceber que o Senhor está vivo e junto de nós. No relato dos discípulos de Emaús, temos outro verbo importante: reconhecer. Eles reconhecem Jesus.

Os dois verbos “ver” e “reconhecer” nos ajudam a viver a espiritualidade da Páscoa. Que Deus nos conceda uma experiência bastante pessoal de Jesus Ressuscitado. Que cada um de nós possa vê-lo de alguma maneira e reconhecê-lo, ter uma grande intimidade com Jesus em nossa vida pessoal e reconhecê-lo naqueles que percorrem conosco um mesmo caminho. Falando à multidão no dia de Pentecostes, Pedro faz publicamente sua profissão de fé na ressurreição de Cristo. Ele afirma: “Deus ressuscitou Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse”. Cantamos o Salmo citado por Pedro e com ele reafirmamos a esperança da nossa ressurreição em Cristo: “Meu corpo no repouso está tranquilo, pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção”.

3. A FRUSTRAÇÃO SUPERADA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A crucifixão de Jesus foi um duro golpe para a comunidade cristã. Com ela, vieram abaixo os projetos de libertação, carinhosamente acalentados pelos discípulos. As palavras e as ações do Mestre pareciam dignas de fé. Seu modo de ser tinha algo de especial, bem diferente do que até então se tinha visto. Sua morte na cruz, no entanto, deixou, nos discípulos, o sabor da frustração e da desilusão!

Foi preciso que o Ressuscitado os chamasse à realidade. Eles não estavam dispensados da missão. Por conseguinte, não havia motivo para se dispersarem e voltarem para sua cidade de origem, uma vez que tinham, diante de si, um mundo a ser evangelizado. Era insensato cultivar sentimentos de morte, quando a vida já havia despontado e se fazia presente no Ressuscitado. Por que fixar-se no aspecto negativo da vida, já que a realidade vai muito além?

Os discípulos de Emaús retratam os cristãos desiludidos de todos os tempos, uma vez que não acreditam na possibilidade de se criar um mundo fraterno. São os pessimistas, centrados em si mesmos, incapazes de projetar-se para além dos próprios horizontes. Ou seja, são cristãos nos quais a ressurreição ainda não produziu frutos.

Só a descoberta do Ressuscitado permite ao cristão superar os reveses da vida. Aí então, ele se dará conta de que, apesar da cruz, vale a pena somar esforços para construir o Reino.

Oração
Espírito de otimismo, abre meus olhos para que eu perceba a presença do Ressuscitado junto de mim, e assim, reencontre a razão de viver.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://www.diocesedeapucarana.com.br/pulsandinho.php

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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